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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 9 de julho de 2018.

Contato direto entre farmacêutico e paciente ajuda entender história clínica

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Em seu fundamento, a palavra anamnese se origina do grego “ana”, que significa recordar, trazer de novo, e “mnesis”, memória. Para o farmacêutico, segundo a Resolução 585/2013, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a anamnese farmacêutica é uma das atribuições relativas ao cuidado à saúde, nos âmbitos individual e coletivo. É o procedimento de coleta de dados do paciente, realizada por meio de entrevista, com a finalidade de conhecer sua história, elaborar seu perfil farmacoterapêutico e identificar possíveis problemas relacionados aos medicamentos e suas necessidades relativas à saúde, com o propósito de promover ou recuperar a saúde, bem como diminuir agravos e prevenir doenças.

Na farmácia, o contato direto do farmacêutico com o paciente tem o objetivo de reunir dados que identifiquem sua história clínica. Por meio do relato do paciente sobre a saúde, os problemas relacionados aos tratamentos em curso, os dados obtidos com exames clínicos e laboratoriais, as prescrições médicas e outros documentos e informações obtidos com familiares, cuidadores e profissionais da saúde, o farmacêutico terá condições de planejar e implantar o cuidado farmacêutico necessário e adequado para cada paciente.

Assim, a anamnese é uma ferramenta indispensável para o farmacêutico clínico que busca a qualidade do cuidado. Para tal, é primordial que ele tenha tempo adequado e dedicação para a coleta dos dados do paciente.

O acolhimento se inicia com uma abordagem simpática, competente e segura. A identificação do paciente se dá pelo registro do nome, idade, data de nascimento, estado civil, sexo, endereço, telefone e outros. A seguir, vem o relato da queixa que originou a consulta, o registro dos principais sinais e sintomas e o tempo de duração, bem como as consequências e os resultados dos tratamentos já realizados.

Na sequência, deve-se anotar a história familiar, as doenças e o estado de saúde dos pais e familiares mais próximos, assim como a história pessoal com o registro das doenças intercorrentes na infância, o ciclo vacinal, as doenças preexistentes relacionadas ou não ao atual adoecimento, a história médica pregressa (doenças ou medicamentos que podem causar os sintomas), o registro dos medicamentos em uso (posologia) e demais informações pertinentes.

A cada nova consulta, o farmacêutico deve revisar e, quando necessário, atualizar os dados de seu paciente.

Por Ana Lucia Caldas

Farmacêutica, gerontóloga e especialista em Atenção Farmacêutica

Fale com Ana Caldas: analulcaldas@gmail.com

 

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