O aumento recente dos casos de Influenza, incluindo a chamada gripe K, tem mobilizado autoridades de saúde ao redor do mundo. Em nota técnica divulgada em 29 de janeiro de 2026, o Ministério da Saúde reforçou a necessidade de manter a vigilância epidemiológica dos vírus respiratórios, apesar de não haver, até o momento, evidências de maior gravidade clínica associada à variante.
A circulação da linhagem K do vírus da gripe teve início na Europa e, depois, na Ásia e na África. Na América do Norte, Estados Unidos e Canadá registram aumento progressivo de casos, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Na Nova Zelândia e na Austrália, o vírus também foi identificado.
Já em relação ao Brasil, segundo dados oficiais, 17 casos foram confirmados em Santa Catarina e três em Mato Grosso do Sul, números ainda baixos, mas suficientes para acender o alerta para o monitoramento contínuo, especialmente diante da possibilidade de intensificação precoce da circulação viral neste ano.
Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da Influenza tradicional, incluindo febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo, mal-estar e fadiga. A vacinação segue como a principal estratégia de prevenção, além de medidas como higienização frequente das mãos, uso de máscara em caso de sintomas respiratórios e manutenção de ambientes bem ventilados.
Nesse contexto, a bióloga, mestre em Genética e Genômica e assessora científica da Biomédica – Inteligência Diagnóstica, Thaís Ignez, destaca a importância do diagnóstico molecular para a detecção correta das variantes circulantes. A empresa disponibiliza kits de qPCR capazes de identificar diferentes genótipos de Influenza, incluindo H1N1, H3N2, H5N1 e H7N9 – entre eles, a variante associada à gripe K – todos com certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Os testes são utilizados principalmente por hospitais e laboratórios ligados às secretarias estaduais de saúde, com destaque para a Secretaria de Saúde de São Paulo. Para os farmacêuticos que atuam no varejo, o cenário reforça a importância da orientação adequada aos pacientes. Diante de sintomas gripais persistentes ou quadros mais intensos, o encaminhamento para avaliação médica e testagem pode ser decisivo tanto para a condução clínica quanto para o monitoramento epidemiológico.
Desde novembro, a Biomédica observa crescimento na demanda por exames de Influenza e painéis respiratórios, movimento sazonal comum nos meses de verão, mas que tem se intensificado neste período. Além dos testes específicos para a Influenza, a empresa também oferece painéis respiratórios por qPCR com até 22 alvos, capazes de detectar simultaneamente vírus e bactérias como Adenovírus, Bocavírus, Influenza A e B, RSV, Coronavírus e Pneumococo, otimizando tempo e recursos laboratoriais.
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No Brasil, a Biomédica é a única empresa a comercializar o teste Flu Typing II da Certest Viasure, capaz de identificar diferentes subtipos de Influenza, incluindo a variante associada à gripe K. Além disso, embora existam outros exames no mercado, nenhum deles é liofilizado – característica que permite armazenamento em temperatura ambiente e validade de até 24 meses, o que facilita a logística em um país de dimensões continentais como o Brasil.
Embora o Ministério da Saúde não tenha identificado aumento de gravidade associado à gripe K até o momento, o cenário global reforça a necessidade de vigilância contínua e preparo dos serviços de saúde. “O diagnóstico molecular tem um papel estratégico na detecção precoce de surtos e na diferenciação entre vírus com sintomas semelhantes. Além disso, a orientação correta na ponta do atendimento – inclusive nas farmácias – contribui para que os pacientes sejam encaminhados de forma ágil aos serviços adequados”, finaliza Thaís.
