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IA nas farmácias: como o empreendedor farmacêutico pode usá-la

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Ricardo Henrique de Castro Valente é empresário do ramo e diretor administrativo das Drogarias Viva Bem

Além de a rotina de uma farmácia exigir um ótimo atendimento ao público, é necessária precisão na operação de controle de estoque, já que qualquer erro na gestão pode ocasionar prejuízos significativos. Com isso, o papel da inteligência artificial tem se consolidado como uma ferramenta essencial para os empreendedores do setor farmacêutico que buscam um controle de estoque mais eficiente e inteligente.

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Para se ter ideia do impacto do uso de IA nas farmácias, com base em dados levantados pela Fortune Business Insights (2024), o mercado global de softwares de inteligência artificial para otimização de estoque no setor já movimenta US$ 2,13 bilhões, impulsionado pela necessidade de precisão e operações mais eficientes.

Segundo Ricardo Henrique de Castro Valente, empresário do ramo farmacêutico, a tecnologia é essencial para analisar histórico de vendas, necessidade de reposição de produtos, melhor momento para compra e tempo de entrega de fornecedores. Com base nessas informações, as empresas reduzem o desperdício e liberam capital de giro, gerando impacto direto na margem de lucro.

Para o empresário, a adoção da inteligência artificial marca uma fase importante no modo como o setor encara a gestão: “Antes, tínhamos perdas constantes com produtos vencidos e capital parado. Hoje, conseguimos antecipar a demanda e comprar de forma mais estratégica. O lucro vem da previsibilidade, e a IA nos oferece exatamente isso”.

Valente ainda afirma que o benefício do uso de IA vai muito além da otimização de estoques e logística. O sistema impacta a experiência do cliente, com menos rupturas e maior disponibilidade de medicamentos e produtos de conveniência, além da análise do comportamento de compra dos consumidores, sugerindo campanhas promocionais e ajudando a definir preços mais competitivos, considerando margens e giro dos itens.

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Porém, o empresário destaca que todo esse processo exige planejamento. Com uma base de dados confiável e atualizada, a automação deve começar de forma gradual, priorizando categorias de produtos de maior valor ou risco de perda. “Quem entende o estoque como ativo, e não como custo, está um passo à frente”, reforça.

Em um cenário em que a eficiência operacional se tornou sinônimo de sobrevivência, a inteligência artificial se mostra o principal aliado do empreendedor farmacêutico moderno. As farmácias que adotarem esse tipo de tecnologia colherão os frutos de um negócio mais lucrativo, previsível, competitivo e preparado para o futuro.

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