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Indústria farmacêutica financiará reforma de Obama com US$ 80 bi

DCI

A indústria farmacêutica concordou ontem em investir aproximadamente US$ 80 bilhões nos próximos dez anos para facilitar o acesso dos idosos a compra de medicamentos nos Estados Unidos. A medida foi classificada pelo presidente norte-americano Barack Obama como um ponto-chave em seu esforço para reformar o sistema de saúde do país.

O acordo, negociado durante meses pelo senador Max Baucus – presidente do Comitê de Finanças – em conjunto com a administração Obama, preenche uma lacuna do Medicare – programa de saúde do governo norte-americano para a baixa renda – em relação ao plano de prescrição de medicamentos.

De acordo com a PhRMA, associação com sede em Washington que representa grupos farmacêuticos como a Pfizer Inc. e Eli Lilly & Co., as companhias do setor deverão oferecer até 50% de desconto sobre os medicamento de marca. "Chegamos ao ponto-chave da trajetória do governo dos Estados Unidos em direção à reforma do seu sistema de saúde", disse Obama em comunicado divulgado ontem. "Os principais setores da indústria farmacêutica norte-americana perceberam o que muitas famílias já sabiam: que o setor de saúde atingiu um patamar insustentável", acrescentou o presidente.

No entanto, para especialistas, uma importante questão ainda não foi respondida pela administração Obama: como os Estados Unidos pagarão pela maior expansão já planejada para o sistema de saúde do país em mais de quatro décadas.

No sábado, Obama anunciou que cortará US$ 313 bilhões de despesas desnecessárias em programas de saúde pública, com o objetivo de dar cobertura médica aos cerca de 46 milhões de norte-americanos que não têm acesso ao plano.

O presidente norte-americano disse que conseguirá economizar esse valor reduzindo os pagamentos excessivos a seguradoras privadas do Medicare.Obama espera que US$ 106 bilhões do valor previstos a ser economizado venham dos pagamentos a hospitais que tratam de pessoas sem plano de saúde, já que seu programa ofereceria cobertura universal.

Na semana passada, a U.S. Chamber of Commerce – entidade que representa mais de 3 milhões de empresas do mais variados setores nos Estados Unidos – iniciou uma campanha contra algumas das propostas que estão sob a consideração do Congresso, entre elas a que determina que os empregadores serão obrigados a arcar com as despesas de saúde de todos os seus funcionários.

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