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Medicamentos puxam a produção industrial

O Popular

O segmento de medicamentos foi o principal responsável pelo fato de a produção industrial de Goiás ter registrado em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado, o único resultado positivo entre as 14 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE). O índice médio apurado foi de 3,2%, contra queda de 7,2% na média nacional.

Já na comparação com julho deste ano, a produção industrial goiana recuou 6,5%, depois de ter crescido em junho (7,2%) e em julho (6,3%). Para o economista do IBGE, André Macedo, o resultado de agosto sobre o mês anterior representa uma correção natural da atividade produtiva, principalmente do segmento farmacêutico, depois de dois meses de forte crescimento.

Recuperação
Segundo o IBGE, o setor de produtos químicos registrou alta de 26,9% em agosto sobre igual mês de 2008, puxado principalmente pelos medicamentos. O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas do Estado de Goiás, Eribaldo Egídio, afirma que o segmento farmacêutico estava desaquecido em agosto do ano anterior e apresentou uma recuperação extraordinária no mesmo mês deste ano.

Na avaliação de Eribaldo Egídio, a venda de medicamentos genéricos e similares está em alta. Além disso, houve aumento na realização de concorrências públicas, por parte das prefeituras, principalmente de novos prefeitos, visando repor os estoques de remédios de postos de saúde e hospitais municipais.
Ele aponta ainda a cotação mais baixa do dólar, que contribui para ampliar as importações de insumos e componentes farmacêuticos e de equipamentos por parte dos laboratórios do Estado, garantindo a modernização e o incremento da produtividade.

A pesquisa do IBGE mostra ainda que, influenciado pela fabricação de cimento, o setor de minerais não-metálicos teve crescimento de 2,9% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado; enquanto metalurgia básica apresentou expansão de 3,1%, devido ao ferroníquel e ao ferronióbio.

No período, dois setores tiveram resultados negativos. A indústria extrativa mineral apresentou queda de 0,9%, por causa do amianto. O setor de alimentos e bebidas registrou recuo de 0,8%, influenciado pelo leite e pó e carne bovina, conforme a pesquisa.
No acumulado de janeiro a agosto deste ano, a produção industrial goiana tem índice negativo de 2,3%. Contribuiu para esse resultado o setor de alimentos e bebidas (-4,1%), também por causa de leite em pó e carne bovina, cujas exportações foram prejudicadas pela crise financeira mundial.

Minerais não metálicos tiveram queda de 2,7% no ano, devido à retração na produção de ladrilhos e telhas; enquanto metalurgia básica apresentou redução de 4,8%, influenciado pelo ouro em barra, segundo os dados.
Somente dois setores tiveram índices positivos no acumulado do ano. A indústria extrativa mineral cresceu 0,8%, impulsionada pela produção de amianto; e produtos químicos registrou expansão de 7,5%, influenciada pelos medicamentos.

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