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O que você precisa saber sobre os nutracêuticos

O que você precisa saber sobre os nutracêuticos

Foto: Divulgação

Texto de Raphael Sideris, gerente-geral de Vendas para o Brasil e América Latina da ACG

Muito além dos modismos alimentares, os nutracêuticos vêm ganhando espaço nas prateleiras e, mais importante, no centro das discussões sobre saúde preventiva e bem-estar. Como executivo atuante há anos nos setores farmacêutico e de inovação em saúde, observo de perto essa transformação e os impactos concretos que ela tem gerado tanto para os consumidores quanto para a indústria. Mas o que exatamente são nutracêuticos? E como se diferenciam dos suplementos alimentares convencionais? Compreender essas diferenças é essencial para quem busca inovação com responsabilidade e deseja investir em soluções realmente eficazes.

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Os nutracêuticos são compostos bioativos encontrados em alimentos ou derivados deles, que oferecem benefícios fisiológicos e podem atuar na prevenção e no tratamento de doenças. Representam uma categoria estratégica que ocupa o espaço entre os alimentos funcionais e os medicamentos. Apesar de o termo ainda causar confusão, nutracêuticos não são medicamentos, nem equivalem aos suplementos tradicionais. Sua função está mais relacionada à modulação de funções do organismo, com foco em saúde e performance. Exemplos incluem ômega-3, probióticos, colágeno hidrolisado, entre outros ativos amplamente estudados.

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No Brasil, a regulamentação desse tipo de composto é feita pela Anvisa, que, desde 2018, reúne normas específicas para a fabricação e comercialização de suplementos alimentares. Embora o termo “nutracêutico” não seja oficialmente reconhecido como categoria regulatória, muitos produtos comercializados sob esse rótulo são enquadrados como suplementos com alegações de propriedades funcionais, por exemplo.

Foto: Raphael Sideris

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (Abiad), o consumo de suplementos no Brasil cresce em ritmo acelerado: cerca de 59% da população brasileira já consome algum tipo de produto do gênero. Isso revela um movimento claro de busca por qualidade de vida, bem-estar e, é claro, estratégias de autocuidado.

Entre os benefícios mais buscados com o uso de nutracêuticos estão o fortalecimento da imunidade, a redução de processos inflamatórios, a proteção cardiovascular e o suporte à saúde mental — como no caso de ativos que estimulam a produção de serotonina e ajudam na regulação do humor. Esse movimento de consumo mais consciente e alinhado à ciência tem impulsionado a inovação. E, como alguém diretamente envolvido nesse ecossistema, posso afirmar: os nutracêuticos estão moldando uma nova abordagem da saúde, muito mais preventiva, personalizada e conectada com o cotidiano das pessoas.

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Essa evolução do setor também traz à tona novas exigências dos consumidores que, além de buscar eficácia, estão atentos à composição dos produtos e ao impacto de suas escolhas. Para isso, a indústria precisa manter um olhar atento às transformações desse mercado e às preferências cada vez mais alinhadas aos valores de saúde, inovação e sustentabilidade. É esse olhar ampliado — que considera não só os efeitos no organismo, mas também o impacto no meio ambiente e na sociedade — que continuará moldando o futuro da saúde preventiva.

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