O cenário das farmácias independentes no Brasil enfrenta uma transformação crítica. Desde 2023, o mercado observa um fenômeno inédito: o número de fechamentos de lojas independentes superou o de aberturas, resultando em um saldo negativo para o setor. Dados do estudo feito pela IQVIA revelam que, entre março de 2025 e março de 2026, foram abertas 5.183 farmácias independentes, enquanto 6.355 encerraram suas atividades.
Embora o mercado farmacêutico geral continue em expansão, o segmento de independentes e de redes próprias vive uma retração específica. Segundo José Abud Neto, diretor geral da Febrafar, essa situação pode ser explicada por uma analogia à teoria da evolução de Charles Darwin: no mercado atual, sobrevive e prospera quem consegue se adaptar mais rápido às mudanças.
Três pilares da crise enfrentada pelo independente
Para Neto, o fechamento em massa não se deve apenas a fatores externos, mas à dificuldade de adaptação em três áreas fundamentais:
- O básico bem-feito: muitas lojas falham em itens elementares, como fachada atraente, iluminação adequada, limpeza, organização e atendimento de qualidade. A falta de produtos no estoque (ruptura) também é um fator determinante para a perda de clientes.
- Digitalização: a tecnologia deve ir além das vendas online. O uso de ferramentas de geolocalização é essencial para validar o ponto comercial, permitindo entender o perfil do público local, como, por exemplo, o número de aposentados e a proximidade de empresas e condomínios.
- Gestão eficiente: administrar com base em indicadores é crucial. Comparar o Custo da Mercadoria Vendida (CMV) e a folha de pagamento com as médias de mercado permite identificar falhas na estratégia de descontos ou de compras, em outro exemplo.
Mitos e verdades da farmácia
O especialista aponta que atribuir o fechamento apenas à economia, ao governo ou à concorrência é um mito que mascara a falta de autocrítica e gestão. A verdade, segundo ele, é que farmácias que não evoluem na experiência do cliente e na gestão financeira têm chances mínimas de sobrevivência.
Nesse contexto, o associativismo surge como uma alternativa para pequenos empresários. Ao migrar para uma associação, o proprietário passa a ter suporte em tecnologia, capacitação e ferramentas de gestão que seriam inacessíveis de forma isolada.
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