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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 20 de julho de 2012.

Acesso ao Tamioflu vira lei

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Fonte: CRF-MG

Tamiflu à mão em todas as cidades mineiras. A partir de agora, os municípios serão obrigados a oferecer o remédio em todas as unidades de pronto-atendimento, 24 horas por dia. Onde não houver rede com funcionamento em tempo integral, uma referência técnica, como o médico, o enfermeiro ou o secretário de saúde, será o responsável por disponibilizar o medicamento imediatamente quando for constatada qualquer suspeita da gripe H1N1. As medidas servem para evitar o tratamento tardio – em caso de suspeita, o ideal é tomar a medicação nas primeiras 48 horas – e fazem parte das novas recomendações adotadas pela Secretaria de Estado da Saúde para o combate à doença. O pacto com os municípios foi firmado ontem, em Belo Horizonte. Os pronto-atendimentos da rede particular de saúde também contarão com o medicamento nos próximos dias. De acordo com o subsecretário de Estado de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, 50% das cidades já solicitaram o medicamento. Quem ainda não fez o pedido será contactado por telefone para agilizar o procedimento. “O processo de ataque e manejo da doença muda muito pouco. Estamos, basicamente, relembrando e aprimorando a rede de atenção”, afirma Botelho. As medidas tomadas pela SES antecipam uma tendência nacional. Secretarias de todo o país se reúnem hoje no Ministério da Saúde, em Brasília, para discutir os novos procedimentos que deverão ser adotados no enfrentamento à H1N1. Será decidido ainda se haverá orientação especial para os grupos de risco que ficaram abaixo da meta da cobertura vacinal, de 80%. Neste ano, em Minas Gerais, 88,5% do público alvo da campanha de imunização que protege contra a gripe sazonal e a influenza A – idosos, crianças com até 2 anos, gestantes e profissionais da saúde – foram vacinados. As grávidas formam o único grupo que ficou abaixo do índice esperado (79,06%). Em todo o estado, 41 pessoas foram infectadas pelo vírus H1N1 e 15 morreram desde o começo do ano. Outros 46 casos e um óbito estão sendo investigados. O infectologista da SES Frederico Figueiredo Amâncio garante que não haverá uma nova campanha para vacinação em massa. “Não há pandemia, ao contrário de 2009, quando não havia medicamento disponível e tivemos de elencar grupos prioritários. Agora, o Tamiflu estará disponível em todas as unidades de saúde, gratuitamente, e também nas farmácias”, garante. A Superintendente de Assistência Farmacêutica da secretaria, Renata Macedo, acrescenta que a mudança na prescrição do Tamiflu também facilitou o acesso ao remédio. “O tratamento era mais restrito e precisávamos de uma série de documentos para indicá-lo. Neste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mudou as regras e, hoje, basta a prescrição do médico”, afirma. O vice-presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Carlos Starling, diz que o novo protocolo é importante para que os próprios profissionais saibam onde o medicamento está disponível. “As infecções por vias aéreas sempre ocorrem nesta época do ano. Mas, vivemos, neste momento, uma situação bem mais favorável que em 2009. Tivemos uma cobertura vacinal que torna mais difícil a circulação do vírus e há possibilidade de tratar mais cedo, por causa da disponibilidade na rede pública e nas farmácias”, relata. Ele chama atenção ainda para os efeitos da vacina: “O indivíduo pode ter influenza, síndrome respiratória ou outro problema nas vias aéreas. Então, não é porque se vacinou contra a gripe que a pessoa não está sujeita a outra doença dessa natureza”. CUIDADOS BÁSICOS  Starling acrescenta que o vírus se modifica, mas não há qualquer estudo apontando que ele se torna mais agressivo. Em caso de quadro gripal, as recomendações continuam sendo as de cuidados básicos, como evitar frequentar ambientes com aglomeração de pessoas, lavar as mãos, separar os objetos em casa, cobrir o rosto quando tossir ou espirrar. “Em caso de febre, mal-estar ou dificuldade respiratória, procurar imediatamente a assistência médica”, ressalta o infectologista.


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