Acordos renovam vigor de laboratórios

Fonte: Valor Econômico

Uma série de testes clínicos bem sucedidos, juntamente com lucrativos acordos de financiamento, está dando sangue novo à indústria de biotecnologia, particularmente prejudicada pela crise econômica. O acontecimento mais recente, que deve ser anunciado hoje, é que a americana Exelixis Inc., de Palo Alto, na Califórnia, vai licenciar dois remédios experimentais contra o câncer para a gigante farmacêutica francesa Sanofi-Aventis SA, de Paris, num acordo de desenvolvimento conjunto em que a Exelixis receberá um pagamento inicial de US$ 140 milhões.

O acordo foi divulgado na esteira do comunicado da MAP Pharmaceuticals Inc., na terça-feira, de que seu remédio experimental contra enxaqueca teve ótimo resultado na fase final dos testes clínicos. No mesmo dia, a Amgem Inc. aceitou pagar US$ 50 milhões para exercer a opção de comprar um remédio contra ataque cardíaco em desenvolvimento pela Cytokinetics Inc. Semana passada, a Johnson & Johnson anunciou acordo para pagar U$ 894 milhões pela Cougar Biotechnology Inc., que tem um promissor remédio para o câncer de próstata.

Os sinais positivos no setor de biotecnologia também incluem uma oferta secundária de ações realizada este mês pela Dendreon Inc., que captou US$ 221 milhões depois de divulgar resultados positivos nos estágios finais de testes de seu remédio contra o câncer de próstata Provenge.

O frenesi de atividade surge depois de meses de crise na indústria de biotecnologia, num reflexo dos problemas com os bancos de investimentos e o resto da economia que praticamente fecharam o acesso ao mercado financeiro – especialmente para pequenas empresas sem produtos no mercado. Apesar das expectativas de que as grandes farmacêuticas iriam sair comprando as firmas de biotecnologia a torto e a direito, as gigantes farmacêuticas preferiam comprar umas às outras, como mostram os acordos da Pfizer Inc. para comprar a Wyeth e a fusão de Merck & Co. (MSD no Brasil) e Schering-Plough Corp.

"O processo pelo qual temos passado tem sido doloroso para as pequenas empresas", diz Jim Birchenough, analista de biotecnologia do Barclays Capital. Essa nova fase "pode ser o começo de um cenário melhor para o setor inteiro de biotecnologia", disse Birchenough, que recentemente melhorou sua avaliação do setor de neutra para positiva. Ele considera empresas como a Dendreon e a Rigel Pharmaceuticals Inc., esta última com um medicamento para artrite reumatoide em desenvolvimento, como no ponto certo para fechar acordos de cooperação ou para serem compradas.

Além disso, o mercado de ofertas iniciais de ações nos Estados Unidos continua fechado. Desde o começo de 2008, só houve uma abertura de capital.

Mesmo assim, o setor de biotecnologia ainda não se recuperou totalmente. A Associação da Indústria da Biotecnologia, conhecida pela sigla em inglês BIO, calcula que 40% das 300 empresas de tecnologia com capital aberto estão operando com menos de um ano de caixa no banco. Muitas delas enfrentam limitações para captar recursos suficientes para desenvolver remédios mais promissores até o estágio final de testes e avaliação da FDA, agência que fiscaliza alimentos e remédios nos EUA.

A Exelixis tem se dado bem por negociar os direitos para vários de seus remédios ainda no estágio inicial ou no meio do processo de desenvolvimento. Em dezembro, fechou um acordo com a Bristol-Myers para licenciar dois rem&e

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