Aumenta consumo de medicamentos genéricos para câncer

As vendas de medicamentos genéricos destinados ao tratamento do câncer apresentaram alta de 201% em unidades nos últimos cinco anos no varejo farmacêutico brasileiro.

As vendas de medicamentos genéricos destinados ao tratamento do câncer apresentaram alta de 201% em unidades nos últimos cinco anos no varejo farmacêutico brasileiro. Os dados são de levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, com base nos indicadores do IMS Health.

Foram analisadas as performances de mercado de 27 produtos entre julho de 2010 e julho de 2015. O conjunto destes produtos respondeu pela comercialização de 275,5 mil unidades entre julho de 2009 e julho de 2010. Quando se contabiliza as vendas realizadas entre julho de 2014 e julho de 2015, o resultado foi de 554,8 mil unidades.

Em valores, os genéricos oncológicos apresentaram evolução ainda mais significativa, de 518%. Enquanto que as vendas entre julho de 2009 e julho de 2010 movimentaram R$29,1 milhões, no mesmo período entre 2014 e 2015, a comercialização destes medicamentos geraram faturamento de R$102,4 milhões.

Para a presidente executiva da PróGenéricos, Telma Salles, os dados mostram que os genéricos se constituíram como peça fundamental na democratização do tratamento do câncer. “Sabemos que boa parte dos produtos utilizados nos tratamentos são de uso hospitalar e adquiridos por meio do serviço público de saúde. Porém, produtos essenciais para continuidade dos tratamentos, além os de uso preventivo e de apoio no controle da doença hoje podem ser adquiridos nas farmácias por preços muito acessíveis”, destaca.

Alguns produtos, apenas neste período analisado, apresentaram crescimento superior a 9000%. Este é o caso da Gencitanabina, produto quimioterápico utilizado no tratamento do câncer de mama e de pâncreas. “Neste caso e em muitos outros observamos nitidamente que houve ampliação doa cesso por meio dos genéricos. Se não fosse essa categoria de produtos oferecendo essas opções mais baratas, certamente aumentaria a rpessão sobre o sistema público por medicamentos para atender toda esta demanda. Em um cenário ainda pior, é possível de se imaginar pessoas sem poder se tratar direito”, analisa Salles.

Mama

No câncer de mama é o tipo mais comum de incidência da doença nas mulheres, com exceção do câncer de pele não melanoma. No mundo, entretanto, é o mais prevalente. Estas estatísticas não poderiam deixar de refletir também no comportamento das vendas dos genéricos oncológicos.

O levantamento da PróGenéricos constatou que dos 27 genéricos disponíveis para o tratamento dos mais variados tipos de câncer, 10 destes são utilizados também no tratamento do câncer de mama. Estes 10 produtos, por sua vez, têm grande representatividade neste mercado. Respondem por 89% de todas unidades vendidas dos 554,8 mil produtos comercializados entre julho de 2014 e 2015. Já em valores, os genéricos utilizados no tratamento do câncer de mama respondem por 64% do faturamento deste mercado, ou seja, R$76 milhões do total de R$102,4 milhões.

“A sociedade brasileira não pode abandonar o enorme desafio de oferecer condições para as mulheres acometidas com esta doença. A melhor forma que temos de fazer isso é garantir o acesso a medicamentos, por meio dos genéricos, mas não apenas isso. O Brasil deve investir cada vez mais em infraestrutura, visando diagnósticos precoces e precisos, além de bons hospitais e profissionais da saúde”, pondera Telma Salles.

Fonte: Imprensa PróGenéricos

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