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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 27 de setembro de 2012.

Biolab vai negociar remédio da Lilly

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O grupo farmacêutico americano Eli Lilly e o laboratório nacional Biolab firmaram um acordo de parceria para a comercialização no Brasil de um importante medicamento redutor de colesterol, o Livalo (pitavastatina cálcica). O produto vai ser importado pela Lilly e distribuído pela Biolab no país. Esse tipo de acordo é muito comum entre as farmacêuticas. "A Biolab é líder em prescrição na área de cardiologia, segmento no qual não temos presença no Brasil", afirmou ao Valor José Antônio Alas, presidente da Lilly no Brasil. Especializada em tratamentos oncológicos, diabetes sistema nervoso central e saúde do homem e da mulher, a companhia quer ampliar seu portfólio no país. Para a Biolab, esse acordo é estratégico por permitir que o laboratório nacional trabalhe com um medicamento inovador, afirmou Cleiton de Castro Marques, CEO da companhia. A farmacêutica tem equipes especializadas em divulgação de medicamentos cardiovasculares, com um total de 30 mil contatos no país, incluindo cardiologistas, clínicos gerais e endocrinologistas. "Para a Biolab, que não trabalha com medicamentos genéricos, fazer esse tipo de parceria com um produto inovador, é muito importante", afirmou Marques. O mercado de estatinas, no qual o Livalo está incluído, movimenta no país cerca de US$ 750 milhões por ano. "O produto da Lilly é considerado inovador nesse segmento", disse Marques. A expectativa da Biolab é alcançar, em três anos, 10% de participação nesse segmento. Esse medicamento foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Kowa. A Lilly adquiriu os direitos de comercialização do produto nos Estados Unidos e nas Américas, afirmou Alas. O remédio chega ao Brasil como a principal aposta de inovação para tratamento da dislipidemia (colesterol e triglicérides elevados). O registro foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas deverá ser comercializado a partir do segundo trimestre do ano que vem. "Estamos na fase de discussão do valor desse medicamento", disse Marques. O contrato entre Lilly e Biolab para esse medicamento tem duração de dez anos, podendo ser renovado. A parceria não envolve investimentos entre as empresas. As duas farmacêuticas já têm uma longa parceria. Nos anos 90, a Biolab adquiriu medicamentos da Lilly – uma linha de produtos dermatológicos e um remédio para combater hipertireoidismo. Em 2010, voltaram a unir forças em um acordo de copromoção e distribuição do medicamento Evista (cloridrato de raloxifeno), para combater a osteoporose em mulheres na pós-menopausa. Segundo Alas, nesse acordo a Lilly concentra-se na promoção do mercado público, enquanto a Biolab é a responsável exclusiva pela divulgação no setor privado. Segundo Alas, a Lilly tem acordos nesse mesmo sentido com outros medicamentos licenciados em outros países e também no Brasil. Um dos carros-chefes do laboratório americano é o Cialis, líder no combate de disfunção erétil. A companhia não divulga seu faturamento no Brasil. Fontes do mercado informam que a receita do grupo no país em 2011 ficou em R$ 1,05 bilhão. Com faturamento estimado em R$ 750 milhões para este ano, a Biolab é líder no segmento de cardiologia, com foco em medicamentos sob prescrição médica. A empresa também atua nas áreas de ginecologia e dermatologia, sobretudo. Além do acordo fechado com a americana Lilly, a companhia também tem parcerias nesses mesmos moldes com as farmacêuticas italiana Menarini, a japonesa Takeda e suíça Novartis. O laboratório é sócia da Orygen, superfarmacêutica criada em parceria com a Eurofarma, Cristália e Libbs, para desenvolver biológicos e biossimilares. O outro grupo, o Bionovis, reúne Aché, EMS, Hypermarcas e União Química. Fonte: Valor Econômico


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