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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 11 de janeiro de 2013.

Blanver quer ampliar área de medicamentos

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Empresa brasileira aumenta capacidade produtiva e já busca novas opções de negócios. O mercado farmacêutico brasileiro está aquecido. Com crescimento anual girando em torno dos 20%, a ideia de fabricar medicamentos tem atraído cada vez mais gente. É o caso da Blanver, indústria especializada na fabricação de excipientes — a parte não medicamentosa de um medicamento. Desde 2011, a empresa tem investido na fabricação de remédios para o governo. Por enquanto, o portfólio é composto  de apenas um item, mas deve receber um novo produto ainda em janeiro e outros dois medicamentos estão em fase final de pesquisa. “Este ano, a produção de remédios deve ter um grande destaque para nossa empresa”, afirmou, ao BRASIL ECONÔMICO, Sérgio Frangioni, presidente da Blanver. Em 2013, a Blanver espera faturar R$ 250 milhões, valor 20% maior ao obtido no ano passado. “Nessa conta nem estamos incluindo os possíveis ganhos com medicamentos que ainda não estão em fase de registro, mas é possível que eles entrem no mercado ainda em 2013”, diz Frangioni. Segundo ele, caso os registros saiam rapidamente, o impacto no faturamento pode ser grande. Mesmo antes de iniciar a produção de seus próprios medicamentos, a Blanver já tinha uma linha para a produção de remédios. Desde 1996 a empresa terceiriza a produção de diversas indústrias farmacêuticas nacionais e multinacionais. “Em alguns casos, somos os únicos responsáveis pela fabricação de algum produto”, afirma o executivo. Para este ano, ele pretende dobrar a capacidade produtiva desta área de negócios. Para isso, a empresa prepara investimentos em novos equipamentos e a contratação de mais funcionários. Em paralelo ao avanço no negócio de produção de remédios, Frangioni não descuida da área que deu origem à empresa, a de produção de excipientes. Ao longo de 2012, o segmento recebeu um investimento de R$ 10 milhões, para aumentar a produção em 20%. “Estávamos no limite da capacidade e a conquista de novos mercados grandes, como a Índia e a China, nos obrigou a ampliar.” Novos investimentos já estão previstos para a área. “Ainda não fechamos os valores, mas devemos aplicar mais algumas dezenas de milhões ao longo dos próximos três anos.” Com isso, a empresa tem a meta de responder por 15% das vendas de excipientes em todo o mundo. Hoje a empresa tem pouco mais de 10% do mercado. “Boa parte do crescimento nessa parte do negócio vai vir do exterior, já que 70% de todos os excipientes q ue produzimos são para fora do país”, afirma Frangioni. Mesmo reservando apenas 30% da produção para o mercado local, estima-se que a Blanver detenha mais de 60% do market share. Novas áreas Para 2013, Frangioni acredita que o negócio viverá uma fase de consolidação. “Fizemos alguns investimentos e precisamos deixar as coisas tomar em forma antes de dar mais um passo.” Apesar disso, ele não nega que estuda novas áreas de  negócio, que já podem começar a funcionar no próximo ano. “Temos que sempre ficar de olho no que é sinérgico. É o caso da terceirização e da produção de medicamentos próprios. Já ter a terceirização absorveu os custos  para iniciar a produção própria.”


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