Brasileiros estão em terceiro lugar em ranking dos que mais empreendem

Cada vez mais os brasileiros querem deixar de ser empregados e assumir a liderança de suas carreiras. É o que indica a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM), realizada anualmente em uma parceria entre o Sebrae e o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). O levantamento, que analisa o empreendedorismo em 54 países , mostrou que o Brasil está na terceira colocação, atrás somente da China e dos Estados Unidos, com 27 milhões de pessoas no comando de um negócio próprio ou na criação de um. — O Brasil sempre teve essa vocação empreendedora. Se antes era por necessidade, como consequência do desemprego, atualmente é por opção, por vislumbrar uma oportunidade. Agora, o cenário é melhor, já que há planejamento, o que é essencial para um negócio bem sucedido — analisa Cezar Kirszenblatt, gerente da área de Estratégias e Diretrizes do Sebrae. Mas será que qualquer um pode ser tornar um empreendedor? Quais características são essenciais para evitar a falência precoce, por exemplo? — Ter um plano de negócios é muito importante. É indispensável, por exemplo, analisar a concorrência, o mercado — se ele existe e qual é –, e as possibilidades de expansão, antes mesmo de iniciar o empreendimento — diz Christian Barbosa, fundador da Triad PS, empresa especializada em programas e consultoria na área de produtividade. A pesquisa revelou que entre os brasileiros com idades entre 25 e 34 anos, 4,9 milhões estavam envolvidos em algum empreendimento em 2011. Dentre os empreendedores estabelecidos, cerca de 3,6 milhões estão na faixa etária de 45 a 54 anos. Kirszenblatt enxerga dois perfis mais comuns entre esses empreendedores: — São dois extremos: jovens que já saíram da faculdade com o plano de abrir o próprio negócio, sendo que muitos começam em incubadoras dentro da própria instituição; e aqueles que, com as facilidades da lei, conseguiram sair da economia informal e abrir o seu próprio microempreendimento. Um profissional que está muito bem estabelecido em uma empresa, mesmo sendo empregado, tem receio de se arriscar, normalmente. Porém, engana-se quem pensa que abrir o próprio negócio é sinônimo de lucro fácil. Os números revelam que a renda mensal obtida por metade dos empreendedores chega a, no máximo, três salários mínimos. Um terço deles fatura entre três e seis salários mínimos e menos de 15% tira mais de seis salários mínimos por mês com o próprio negócio. — A maioria dos empreendedores trabalham mais e tem menos tempo. O lucro demora a vir, e muitos se tornam escravos do próprio negócio. É necessário estabelecer um limite de tempo de trabalho para se dedicar a melhorar a qualidade de vida — afirma Barbosa. A falência, em consequência, é também uma realidade. Em pesquisa recente, também do Sebrae, detectou-se que 19% dos empreendimentos decretam falência em até dois anos. — Para evitar esse destino, é preciso estar atento aos movimentos do mercado e ver em qual a sua empresa se encaixa. Alguns exemplos de público-alvo são a classe C, em franco crescimento econômico; e as mulheres, dominando cada vez mais o mercado. É preciso pensar também em um diferencial, não ser mais uma empresa com o mesmo perfil de outras que já existem. Outra dica essencial é se capacitar, buscar conhecimento teórico sobre empreendedorismo. Esse domínio pode ser uma base pra começar, sem dar muitos tiros no escuro — declara Kirszenblatt. Fonte: G1

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Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
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