Clima de cautela começa a rondar setor farmacêutico

Depois de um primeiro trimestre com forte avanço nas vendas de medicamentos no Brasil, um clima de cautela começa a rondar a indústria farmacêutica. As compras de insumos para fabricação de medicamentos se mantiveram praticamente estáveis no primeiro trimestre do ano, enquanto as importações cresceram bem menos do que no mesmo período de 2013. O fato de as compras de matérias-primas internamente não estarem crescendo muito, tampouco as importações, pode significar que as fabricantes de remédios no país estão se preparando para um avanço menor das vendas nos próximos meses, e começam um processo de estabilização de seus números de produção Essas perspectivas são reveladas pela demanda por celulose microcristalina, um insumo que age para compressão do medicamento. Ela está em 80% dos comprimidos, sendo seu principal excipiente: faz parte do conjunto que contempla todos os itens do comprimido, exceto o princípio ativo. O maior produtor deste insumo no país é a Blanver, um laboratório farmoquímico nacional, que produz 15 mil toneladas de excipentes por ano, para vender para as farmacêuticas no Brasil e no exterior. A empresa fornece para 80% do mercado nacional e concorre basicamente com a importação. Dados das vendas da Blanver no Brasil revelam a estabilidade da demanda pela celulose microcristalina por parte da indústria. No primeiro trimestre, as vendas do insumo pela empresa somaram 700 toneladas, o que representou uma queda de 11% ante o mesmo período do ano passado. No entanto, por um motivo pontual a empresa não vendeu para dois grandes clientes de genéricos no país nesses meses. Se as vendas para essas empresas tivessem sido contínuas (e já estão sendo retomadas), a Blanver teria vendido no Brasil 1,6% a mais do insumo. A quase estabilidade salta mais aos olhos quando se observa o avanço de 36% nas vendas da companhia no primeiro trimestre de 2013. As importações de celulose microcristalina tampouco avançaram muito nos três primeiros meses do ano. Foi uma alta de 8%, na comparação com o crescimento de 60% um ano antes. A demanda pelo insumo serve como termômetro das vendas de medicamentos no país, pois 90% dos remédios vendidos no mercado brasileiro são sólidos e necessitam do composto. Em geral, os laboratórios não têm grandes estoques desse tipo de celulose, ou seja, podem realmente estar com mais cuidado nas compras, diante de perspectivas de uma estabilização do mercado farmacêutico nos próximos meses. "É fato que existe um compasso de espera na venda de insumos. A demanda está andando de lado", diz José Correia da Silva, da Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi). As ordens de produção para as empresas fabricantes das matérias-primas para medicamentos, em geral, estão sendo feitas para períodos mais curtos, o que significa que as farmacêuticas podem estar realizando seus estoques primeiro, antes de fazer novos pedidos. No fim, esse cenário pode refletir uma situação pontual: com o atraso da chegada do outono/inverno, as vendas de antigripais ainda não começaram a crescer conforme o esperado pela indústria, por exemplo. Mas as perspectivas podem, por outro lado, indicar um certo esfriamento da produção do setor, que vem crescendo a passos largos nos últimos anos. Conforme antecipou o Valor Pro, o serviço de tempo real do Valor, no primeiro trimestre, as vendas das farmacêuticas no Brasil cresceram 15,8%, alcançando R$ 14,8 bilhões. Em unidades, somaram 724,3 milhões de medicamentos, alta de 9,6% ante o mesmo período do ano passado. Ainda é difícil definir como será o desempenho da indústria farmacêutica neste ano. Os dados da demanda por celulose cristalina referentes a abril poderão dar uma visão mais clara do que está acontecendo. Em geral, o mercado espera crescimento de 10% a 12% nas vendas de medicamentos em 2014. No ano passado, o setor registrou receita de R$ 57,6 bilhões, alta de 16%.   Fonte: Valor Econômico

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