Consultórios começam a ganhar espaço

Redes estão apostando na novidade para levar saúde à população e promover o trabalho do farmacêutico.

Revista da Farmácia (ed. 192):

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Farmacêutica da Pague Menos durante atendimento a paciente.

 

O varejo farmacêutico está descobrindo um novo nicho de atendimento. É cada vez mais comum encontrar farmácias e drogarias, inclusive grandes redes, que estão montando consultórios clínicos em seus próprios espaços para atender à população. O maior objetivo de iniciativas como essa é priorizar a saúde e incentivar a continuidade ao tratamento proposto pelo médico. O farmacêutico, nesse caso, é o profissional responsável pelo atendimento a essas pessoas.

A rede de farmácias Pague Menos é um exemplo. Ela disponibiliza serviços gratuitos de assistência farmacêutica em duas modalidades: pelo Clinic Farma, cujo atendimento do farmacêutico é feito em uma sala específica, e o SAC Farma, por telefone. Os serviços são oferecidos em diversos estados do País e a adesão por parte da população tem sido positiva.

A primeira Clinic Farma foi implantada em junho de 2014, em Fortaleza. De lá para cá, já são 233 salas em funcionamento e 162 prontas para atendimento, mas que ainda serão inauguradas. De março a dezembro de 2015, 28.922 clientes já haviam sido atendidos, com mais de 58.920 serviços realizados. Este ano, entre janeiro e fevereiro, foram mais de 17.200 pessoas atendidas, 8.974 novos clientes e 13.856 serviços realizados. O projeto obedece às diretrizes da RDC nº 44, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Nas farmácias com Clinic Farma, as salas são disponibilizadas para acompanhamento ao paciente diabético e hipertenso, revisão de medicação, esclarecimento de dúvidas, orientações em geral sobre administração de medicamentos e interação medicamentosa, aferição de pressão arterial e glicemia capilar, medição de temperatura corpórea, entre outros.

De acordo com a coordenadora técnica Farmacêutica das Farmácias Pague Menos, Cristiane Feijó, o que motivou a abertura da Clinic Farma foi, principalmente, a possibilidade de aumentar a adesão dos clientes ao tratamento prescrito. “A farmácia é um estabelecimento de saúde e, por isso, deve prestar serviços que contribuam para o bem-estar do cliente, proporcionando qualidade de vida”, defende ela.

Cristiane destaca que, quando o farmacêutico percebe a necessidade de retorno do paciente ao médico, ele recomenda essa volta. Além disso, após cada atendimento, a pessoa recebe uma declaração do serviço farmacêutico prestado e um cartão de acompanhamento para que ela apresente ao médico ou a outros profissionais de saúde que a acompanham.

Já o SAC Farma surgiu porque a rede de farmácias recebia muitas ligações de pacientes com dúvidas sobre medicamentos e tratamentos no SAC normal da empresa. Então, em 2000, foi inaugurada a Central de Atendimento Farma, que funciona 24 horas em todo o Brasil. Durante esses 16 anos, já realizou mais de dois milhões de atendimentos.

No SAC Farma, o atendimento é realizado pelo telefone e por uma equipe de farmacêuticos e acadêmicos de Farmácia. Eles orientam e tiram dúvidas relativas à posologia, comparação entre fármacos, medicamentos genéricos ou controlados, contraindicações, associações medicamentosas e dúvidas no tratamento prescrito.

A coordenadora da Pague Menos ressalta que, entre todos os serviços oferecidos, os mais procurados são para acompanhamento a pacientes diabéticos e hipertensos. “Eles chegam às farmácias carentes de informação e apoio. Nesse momento, convidamos para que conheçam o projeto. Atendemos todos os clientes, principalmente os usuários do Programa Aqui Tem Farmácia Popular”, afirma.

Os principais desafios para implantar o projeto na Pague Menos foram as barreiras fiscais, o entendimento das vigilâncias quanto ao trabalho exercido e a capacitação de profissionais para o cuidado farmacêutico dos pacientes. “Mesmo com toda a burocracia, a rede tem suas farmácias regularizadas e em acordo com o que está na legislação para realizar esse tipo de trabalho. Sobre a equipe, ela recebe qualificação contínua para prestar um atendimento de qualidade ao paciente”, acrescenta Cristiane.

 

Nossa Drogaria se prepara para ter consultório

A Nossa Drogaria é outro exemplo de rede que está apostando na novidade. No momento, enfrenta as barreiras burocráticas, ou seja, está aguardando a liberação da Vigilância Sanitária para que as lojas passem a oferecer a atividade de consulta farmacêutica. Atualmente, os serviços realizados pelos farmacêuticos nas lojas são básicos, como aferição de pressão arterial e medição da glicemia capilar.

O coordenador Farmacêutico da rede, Maurício Dias Matos, explica que o objetivo do trabalho é ampliar o acesso da população ao profissional farmacêutico, para que ele possa, por meio do acompanhamento, atuar na proteção do paciente e na prevenção de doenças. “A ideia da implantação do consultório farmacêutico em nossa companhia surgiu após a publicação da Lei Federal nº 13.021/14, que transforma a farmácia em estabelecimento de saúde e reitera a obrigatoriedade da presença permanente do farmacêutico nas farmácias”, conta Matos.

A expectativa da Nossa Drogaria é que os clientes possam aderir ao tratamento e que tenham conhecimento e controle sobre as próprias patologias, recebendo atendimento personalizado, com foco no bem-estar. “O nosso compromisso é com a saúde da população e com os serviços diferenciados que queremos oferecer a eles”, finaliza Matos.

Comunicação Ascoferj

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