Daiichi Sankyo amplia fábrica e foca AL

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O laboratório japonês Daiichi Sankyo está dobrando sua capacidade de produção de medicamentos no Brasil. Única farmacêutica de origem nipônica com fábrica instalada no país, a companhia está investindo na ampliação de sua unidade, de olho no potencial de crescimento do mercado nacional e também na América Latina.

O Brasil é a porta de entrada do grupo japonês para os países latinos-americanos, disse ao Valor o presidente da subsidiária nacional, Eloi Bosio. A companhia tem um escritório na Venezuela e deverá inaugurar outro no México esse ano, mas as exportações para esses países são feitas a partir da fábrica nacional.

A ampliação da unidade do grupo, instalada em Alphaville, na Grande São Paulo, recebeu aportes de R$ 30 milhões, o que permite produzir 350 milhões de comprimidos por ano, o dobro da capacidade anterior. A "reinauguração" dessa fábrica, marcada para hoje, conta com a presença do presidente global do conselho da companhia, Takashi Shoda. Os produtos de marca mais conhecidos da Daiichi no país são o Hirudoid (combate edemas), Lactulona (regulador intestinal) e Loxonin (com ação analgésica, anti-inflamatória e antitérmica).

Com a expansão, o laboratório nacional ganhará maior autonomia, já que todos os processos de industrialização serão realizados dentro dessa fábrica, desde a produção do medicamento até a finalização da embalagem. Atualmente, parte dos produtos é embalada por empresas terceirizadas.

A expansão da empresa no Brasil também passa pelo fortalecimento de seu portfólio, com lançamento de novos produtos e maior divulgação dos já aprovados para uso no país. No ano passado, por exemplo, a molécula olmesartana (Benicar), carro-chefe da empresa indicado para hipertensão arterial, foi o destaque de vendas do laboratório, afirmou Bosio. Isso permitiu que a empresa mantivesse seu balanço de pagamentos positivo, exportando 44% acima de suas importações. Lançado em 2004, o remédio é o 4º maior em prescrições médicas para o tratamento da hipertensão no Brasil e o 10º em prescrições gerais em cardiologia.

Com faturamento ainda modesto no Brasil, em torno de R$ 130 milhões (a receita global gira em torno de US$ 12 bilhões), a Daiichi Sankyo, terceira maior companhia japonesa, está apostando em parcerias, como a fechada com a americana Eli Lilly para a comercialização com exclusividade no país do medicamento Effient (cloridrato de prasugrel), lançado no fim de 2010.

Indicado para pacientes que foram submetidos a angioplastia, o Effient é fruto da parceria global entre Daiichi Sankyo e Lilly, que realizam a produção, promoção e distribuição do medicamento em mais de 25 países. A Daiichi é a responsável pela descoberta da molécula prasugrel, princípio ativo do medicamento e tem a exclusividade para a promoção e comercialização de Effient no Brasil.

A Daiichi, que atua em mais de 50 países, mantém um portfólio de medicamentos para hipertensão, hiperlipidemia e infecções causadas por bactérias, a empresa está em fase avançada de desenvolvimento de tratamentos para distúrbios trombóticos, e concentra suas pesquisas na descoberta de terapias nas áreas oncológica e cardiometabólica. Desde 2008, o grupo tem uma participação majoritária, de cerca de 64%, na companhia indiana Ranbaxy, especializada em genéricos e com atuação no Brasil.

Outras japonesas, como a Takeda, a maior do Japão, e a Astellas, a segunda maior, estão de olho no mercado nacional. Contudo, elas estão representadas apenas por escritórios no país. Ambas buscam oportunidades de negócios no Brasil, mas ainda não fecharam a compra de uma unidade.

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