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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 2 de agosto de 2009.

DF permite que farmácias virem lojas de conveniência

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Bom Dia Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária não gostou nada dessa novidade. A lei do Distrito Federal permite que as farmácias passem a funcionar como lojas de conveniência. Ministério da Saúde teme que a novidade coloque em risco a saúde das pessoas.

Elas já têm um pouco de tudo: maquiagem, sabonete, pilha, mel e até relógio esportivo. Lá no fundo, tem remédio também. Agora, uma lei permite que as farmácias e drogarias do Distrito Federal funcionem como lojas de conveniência, para vender todo tipo de produto.

“Acho que é bom porque na correria do dia a dia, elas têm o fácil acesso de entrar na farmácia e já ter tudo”, elogia a estudante Larissa Souza.
A lei permite a venda de cartão telefônico, carregador de bateria, produtos eletrônicos como secadores de cabelo, brinquedos, bebidas não-alcóolicas, pães e até sorvete. Elas também poderão ter máquinas copiadoras.

Nesse novo modelo de farmácia, o consumidor ainda poderá pagar contas de água, luz e telefone. Algumas já têm caixas eletrônicos.
“É uma facilidade a mais para os clientes, principalmente nos finais de semana”, diz a contadora Marli Mazepas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é contra a lei. Defende que farmácias e drogarias vendam só remédios e produtos para promover a saúde. A Anvisa teme que o comércio de bebidas e alimentos atraia ratos e insetos para dentro das farmácias, o que cria o risco de contaminação dos remédios.
Para alguns consumidores, essa abertura pode ser perigosa.
“Acho ruim porque a partir de determinado ponto teremos supermercado vendendo medicamento também”, defende o servidor público Gilson Selicano.

“Não entendo como misturar bebidas com medicamentos, contas”, questiona a funcionária pública Meire Rodrigues.

O presidente do Sindicato das Farmácias do Distrito Federal, Felipe de Faria, não vê problema em diversificar a venda de produtos. Ele diz que a lei exige que os artigos de conveniência fiquem em balcões separados dos medicamentos.
“Essa conveniência vai dar o conforto e a tranquilidade para que o consumidor possa optar. Estar dentro da farmácia, pagar uma conta de energia, um boleto bancário ou fazer qualquer tipo de transação bancária que tenha que efetuar algum tipo de pagamento”, afirma Felipe de Faria.

O Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal recorreu ao Ministério Público. Segundo o conselho, a nova lei é inconstitucional.


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