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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 13 de janeiro de 2009.

DNA indica melhor droga para cada paciente

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Folha de S. Paulo

Durante mais de dois anos, Jody Uslan tomou o medicamento tamoxifeno na esperança de evitar a reincidência de um câncer de mama. Até que um novo exame sugeriu que, por causa da sua composição genética, a droga não lhe fazia nada bem.
"Eu estava devastada", disse Uslan, 52, que parou de tomar tamoxifeno e agora avalia tratamentos alternativos. "Você descobre que tomou esse medicamento por todo esse tempo e que não tinha benefício algum."
A situação dela é bastante comum -e não só entre centenas de milhares de usuárias de tamoxifeno nos EUA.
 
Especialistas dizem que a maioria das drogas, para qualquer doença, só funciona em cerca de metade dos pacientes. Isso significa um desperdício de aproximadamente US$ 300 bilhões por ano em remédios nos EUA, além de inúmeros pacientes sendo expostos a efeitos colaterais desnecessários.
É natural, portanto, que se depositem tantas esperanças na chamada "medicina personalizada", em que um rastreamento genético e outros exames auxiliam os médicos a determinar um tratamento sob medida -ou seja, qual droga é melhor para cada paciente-, em vez de continuar tratando todos de forma igual, na esperança de beneficiar uns poucos felizardos.
 
Os medicamentos Erbitux e Vectibix, contra câncer do cólon, por exemplo, não funcionam em cerca de 40% dos pacientes cujos tumores têm uma mutação genética específica. A FDA (órgão dos EUA que regulamenta drogas e alimentos) realizou recentemente uma reunião para discutir a conveniência de examinar os pacientes de modo a restringir o uso dessas drogas, cujo custo é de US$ 8.000 a US$ 10 mil por mês.
 
Um exame genético poderia, também, ajudar os médicos a determinarem a melhor dose de warfarina, um anticoagulante usado por milhões de americanos. Dezenas de milhares deles são hospitalizados todos os anos por causa de hemorragias internas provocadas por superdosagens ou por coágulos após doses insuficientes.
"Se você poupar uma internação para cada cem novos usuários de warfarina, você mais do que compensa o custo de testar todos os cem", disse Robert Epstein, executivo-médico-chefe da Medco Health Solutions, que administra planos empresariais de assistência farmacêutica. Esse exame custa entre US$ 100 e US$ 600.
 
Apesar de todo esse potencial, os especialistas veem alguns obstáculos formidáveis no caminho da terra prometida da medicina personalizada.
"Vai levar 20 a 30 anos para que tudo isso fique claro", disse Gregory Downing, que comanda os programas de incentivo à saúde personalizada no Departamento de Saúde dos EUA.

Os obstáculos incluem os laboratórios farmacêuticos, que podem relutar em desenvolver ou estimular exames que afinal limitariam o uso das suas drogas. Os planos de saúde podem não bancar os exames, cujo custo pode chegar a milhares de dólares. Para os fabricantes dos testes, que apostam num grande crescimento do setor, o principal empecilho pode<


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