Doenças endêmicas da Europa podem voltar ao Brasil

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A situação epidemiológica do Brasil se iniciou com grande impacto em 2018. O Ministério da Saúde emitiu um alerta à população brasileira após um surto de sarampo nos estados de Rondônia e Amazonas, além de casos em situação de análise no Rio de Janeiro e alguns já confirmados no Rio Grande do Sul.

Considerando o cenário atual e o risco epidemiológico, o Brasil pode estar sofrendo um regresso de doenças endêmicas que haviam sido erradicadas há mais de 20 anos. A reintrodução delas pode ter sido causada pela entrada de turistas com casos confirmados em seus países de origem.

De acordo com o Datasus (Departamento de Informática do SUS), apenas 28% da população brasileira está coberta contra doenças imunopreveníveis, o que pode estar contribuindo diretamente na disseminação de doenças.

A conscientização da população brasileira tem sido um dos maiores empasses para a atualização do calendário vacinal. Embora o Ministério da Saúde atue de forma assídua com campanhas de marketing, a família brasileira não possui costume de se vacinar. Apenas profissionais de saúde e a população que realiza viagens ao exterior com frequência possuem calendário vacinal atualizado.

A habilitação do serviço de vacinação em farmácias e drogarias já é realidade desde de dezembro de 2017. Com a publicação da Resolução 197 da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o Brasil ganhou um grande aliado para auxiliar nas campanhas locais. A implantação de salas de vacinas precisa ter controle assíduo e profissional estritamente qualificado para o serviço, além de uma equipe de balcão treinada para melhor atender os clientes.

Segundo a Franquia Smart Consulta, do grupo Automatiza, farmácias e drogarias que possuem consultórios farmacêuticos obtêm melhor e maior assertividade na venda de vacinas devido à prevenção e à conscientização realizadas a partir de consultas farmacêuticas. O diretor farmacêutico da Franquia Smart Consulta, Guilherme Torres, informou que cerca de 38.23% dos consultórios implantados no último semestre de 2018 tiveram a procura do serviço de vacinação e marketing voltado ao calendário de vacinação.

A adaptação e a padronização de uma sala de vacinas em farmácias e drogarias devem estar de acordo com as RDCs 197, da Anvisa, e 654, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e com a atualização regulatória da RDC 49, que solicita uma formação complementar ao profissional farmacêutico para a aplicação de vacinas.

Os Estados Unidos, em 2013, sofreram um forte impacto por negligenciar a vacinação. O país chegou a ter mais de 48 mil casos de coqueluche, de acordo com Centers for Disease Control and Preventi. No Brasil, segundo o jornal O GLOBO, o aumento no movimento de pais contra a vacinação tem aumentado, o que pode estar ligado à baixa cobertura vacinal.

Segundo Torres, para a implantação de salas de vacinas, o gestor precisa ter consciência de que deverá trabalhar arduamente na conscientização da população e ter uma equipe especializada em infraestrutura e respaldo legal, além de atender a todas as conformidades para arquivamento de cada atendimento e armazenamento das vacinas.

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Viviane Massi
Jornalista especializada em Varejo Farmacêutico, área em que atua há 15 anos.
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