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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 11 de julho de 2013.

Dois fundos americanos compram 45% da ePharma

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A ePharma, empresa brasileira líder em assistência farmacêutica, vendeu 45% de participação de sua companhia para um consórcio formado por dois fundos de investimentos americanos – Valiant Capital Management e Aberdare Ventures A ePharma, empresa brasileira líder em assistência farmacêutica, vendeu 45% de participação de sua companhia para um consórcio formado por dois fundos de investimentos americanos – Valiant Capital Management e Aberdare Ventures. A empresa não divulgou o valor da operação. O Valor apurou, contudo, que a transação saiu por cerca de R$ 170 milhões, o equivalente a 13 vezes o lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) esperado para este ano. A companhia é inspirada nos serviços de PBM (Pharmacy Benefit Management, na sigla em inglês, conhecido no Brasil como Programa de Benefício em Medicamentos). As PBMs fazem a intermediação entre farmácias, empresas e a indústria farmacêutica com o objetivo de oferecer descontos nas vendas de remédios aos empregados de companhias e usuários de planos ou seguros saúde. Esse é um mercado considerado incipiente no Brasil, mas bastante dinâmico nos Estados Unidos, desde os anos 80, onde movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano e tem aproximadamente 200 milhões de usuários, enquanto no Brasil menos de 3 milhões de usuários são beneficiários de assistência farmacêutica com subsídio de seus empregadores. Fundada em 1999, a ePharma atua tanto no setor público quanto na área privada, com serviços oferecidos a grandes corporações como Petrobras, Unilever, ArcelorMittal, Alcoa, Motorola, Merck, entre outras. A empresa disputa o mercado com importantes concorrentes como a Orizon, do grupo Visanet; Vidalink e Funcionalcard. O investimento na ePharma foi realizado por meio do fundo nacional Donec I, capitaneado pelo Valiant em parceria com o Aberdare. Esse dois fundos, com sede em São Francisco, na Califórnia, já fazem aportes em empresas com esse mesmo perfil no mercado americano. Segundo Luiz Carlos Silveira Monteiro, CEO da ePharma, o aporte será destinado à expansão da companhia e também para ser investido em duas empresas "startups" (nascentes) da ePharma voltadas para atendimento domiciliar aos usuários que adquirem medicamentos para tratamentos mais complexos, como de câncer. No ano passado, a companhia encerrou com faturamento líquido de R$ 31,4 milhões e lucro líquido de R$ 6 milhões. Para este ano, a empresa prevê encerrar com receita líquida de R$ 42 milhões. O crescimento da ePharma, superior a 25% desde que foi fundada, foi um dos fatores para a atração dos investidores. "Esses aportes contribuem para a consolidação da ePharma como líder no mercado brasileiro. Vamos manter investimentos robustos em estrutura tecnológica e consolidar nossa posição no mercado", disse Silveira. "No Brasil, cerca de 67 milhões de brasileiros possuem plano de saúde, mas apenas 3 milhões têm cobertura para compra de medicamentos. Há um grande mercado que pode ser explorado", acrescentou.   Fonte: Valor Econômico


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