Dose máxima de paracetamol deve cair, dizem especialistas

O Estado de São Paulo

Recomendação feita a órgão regulador americano sugere redução de 4.000 miligramas para 2.600 miligramas

As doses máximas diárias recomendadas de Tylenol e outros analgésicos que contêm paracetamol devem ser reduzidas por causa de preocupações com danos à saúde, afirmou um painel de médicos especialistas à Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

O comitê de especialistas decidiu, por 21 votos contra 16, recomendar que a dose diária máxima de paracetamol – uma substância encontrada em analgésicos como Tylenol e Excedrin e em muitos remédios para tosse – seja reduzida de 4.000 miligramas para 2.600 miligramas. No Brasil, a recomendação máxima é de 4.000 miligramas em 24 horas, de acordo com a bula do Tylenol.

Os especialistas disseram, porém, que são contra a limitação da quantidade de paracetamol que pode ser vendida em cada embalagem.
A substância pode ser encontrada em garrafas com 1 mil comprimidos em lojas como a Costco Wholsale, nos EUA.

"Acho que precisamos transmitir a mensagem de que existe um problema com esse medicamento", afirmou Winifred A. Landis, membro do painel. A farmacêutica defendeu que a FDA estude qual o tamanho das embalagens de Tylenol e outros produtos que contêm paracetamol que podem ser vendidos em lojas que não sejam farmácias.

A FDA diz que a substância é segura se tomada dentro dos níveis recomendados. No entanto, como o paracetamol está presente em diversos medicamentos contra dor, febre e tosse, muitas pessoas não percebem que estão tomando vários remédios que contêm o mesmo ingrediente.

O paracetamol, ou acetaminofeno, é a principal causa de problemas do fígado nos Estados Unidos, causando 56 mil hospitalizações a cada ano. Os EUA registram ainda 200 mortes anuais ligadas à substância.

"Pode acontecer com qualquer um, mas é muito raro", disse o médico Lee Simon, professor associado da Faculdade de Medicina de Harvard, e que participou da reunião do comitê. "É óbvio que precisamos melhorar a comunicação sobre esses produtos, porque eles estão em toda parte e ainda vemos pessoas tomando overdoses sem notar".

A FDA não é obrigada a seguir a recomendação do comitê de especialistas, mas costuma fazê-lo.

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