Estudo destaca evolução de genéricos e similares nos emergentes

Febrafar

O IMS Health, empresa que audita o mercado farmacêutico mundial, divulgou recentemente o estudo IMS World Review, que analisou o cenário global e nacional do setor, e estipulou algumas projeções para os próximos anos. Dois aspectos chamaram atenção no levantamento: o aumento da porcentagem de mercado dos genéricos e similares no país; e o crescimento mais acentuado de países emergentes, entre eles o Brasil, em relação às nações maduras.

Segundo o estudo, enquanto os medicamentos referência cresceram a uma taxa média de 7,19% nos últimos quatro anos, os similares avançaram 18,69% e os genéricos 28,67%. Se analisado apenas o ano de 2011, os números chamam ainda mais atenção. Enquanto os medicamentos referências devem crescer 8,02%, os similares devem avançar 22,04% e os genéricos, 38,44%.

Outro dado interessante da pesquisa é que os medicamentos referência sofreram rápida erosão de market share após a entrada dos genéricos e similares. O Lipitor (atorvastatina), por exemplo, que é o medicamento mais vendido do mundo, sete meses após a queda da patente já havia perdido cerca de 30% de mercado para os genéricos. Outro exemplo é o Viagra (sildenafila), que dez meses após a queda da patente já tinha perdido cerca de 75% do mercado para os genéricos.

O maior crescimento do mercado farmacêutico dos países emergentes em relação aos mercados maduros é o segundo ponto que chamou atenção no estudo. No Brasil, segundo o levantamento, este processo ocorreu basicamente sustentando pelo forte crescimento do PIB e devido à queda do desemprego e consequente aumento de renda da população. Com isso, formou-se uma classe C muito consistente, que é responsável aproximadamente por 42% do consumo de medicamentos do país.

Conforme disse Ítalo Melo, diretor de marketing do Laboratório Teuto, pioneiro na produção de genéricos no Brasil, o crescimento do poder de compra da classe C e a diminuição dos preços dos medicamentos, graças ao advento dos genéricos, são aspectos fundamentais para a saúde da população brasileira.

"O crescimento do poder de compras ampliou o acesso a medicamentos, e esse avanço vai ao encontro do crescimento das indústrias de medicamentos genéricos, mostrando que esta classe de fármacos tem se mostrado essencial para o bem-estar, qualidade de vida e saúde da maior parcela da população", destacou do diretor.

A redução da taxa de desemprego também se refletiu no aumento da cobertura dos planos de saúde privados, o que resultou, de 2003 até 2010, em um crescimento de cerca de 85% no consumo de drogas de alto custo. Estima-se que de 2003 para 2010 o número de vidas cobertas por planos de saúde tenha saltado de 32 para 46 milhões.

Por último, o IMS World Review mostrou a evolução do mercado farmacêutico brasileiro em relação ao resto do mundo. Em 2005, o consumo nacional ocupava a 10ª colocação global. Em 2010, com um mercado avaliado em cerca de R$ 62 bilhões, o Brasil subiu três posições e atingiu a 7ª posição geral. Para 2015 a previsão é ainda melhor. Com um mercado de R$ 110 bilhões, o país deve assumir a 6ª colocação.

Ítalo destaca que, prevendo este cenário, o Laboratório Teuto se preparou nos últimos anos. "Pensando neste bom momento do setor, investimos na capacidade produtiva, qualificação de colaboradores, novas tecnologias e lançamento contínuo de produtos", finalizou o diretor.

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