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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 17 de junho de 2009.

Extrato de maconha pode tratar diabetes, afirma cientista

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G1

Extratos de maconha podem formar os ingredientes básicos para um remédio de grande comercialização contra a diabetes, acreditam os cientistas que desenvolveram um antigo tratamento bem-sucedido para a doença. O professor Mike Cawthorne conduziu a equipe que desenvolveu o Avandia, da GlaxoSmithKline, que se tornou o segundo medicamento mais vendido do laboratório até que as vendas desabassem em 2007, depois que um estudo relacionou-o com maior risco de ataques cardíacos.

"Acredito sinceramente que seja possível melhorar o Avandia, e a medicina baseada em plantas pode ser um meio para isso", afirmou ele. Cawthorne está colaborando com a GW Pharma, especializada no desenvolvimento de remédios com base na maconha, em um novo laboratório dedicado a buscar tratamentos para a diabetes por meio de plantas.

O laboratório de pesquisas da GW vai examinar as diferentes moléculas canabinoides (que "imitam" mensageiros químicos do cérebro com composição semelhante) encontradas na planta, bem como uma variedade de extratos de outras plantas. Existem de 60 a 70 compostos canabinoides, embora apenas um deles, o THC, tenha as propriedades psicoativas tradicionalmente associadas à planta.

Pré-clínico

Os pesquisadores vão conduzir estudos pré-clínicos para avaliá-los como possíveis tratamentos para a diabetes, com a intenção de obter licenças de fabricação se forem bem-sucedidos. Cawthorne disse que se constatou que o canabinoide CBD, usado com o THC no medicamento Sativex, da GW Pharma, eleva os níveis do "bom" colesterol em animais.

Enquanto o colesterol "ruim" pode acumular-se nos vasos sanguíneos e causar derrames ou ataques cardíacos, considera-se que o "bom" colesterol protege contra enfartes.
Já houve vários tratamentos para diabetes com uso de maconha. O laboratório Sanofi-Aventis interrompeu o desenvolvimento do medicamento Acomplia, para a obesidade, depois que autoridades europeias requisitaram que fosse retirado do mercado por causa de temores de efeitos colaterais psiquiátricos.


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