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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 2 de agosto de 2009.

Farmanguinhos entrega 210 mil tratamentos contra gripe suína

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O Estado de S. Paulo

Lotes estão sendo repassados ao ministério, que vai determinar a distribuição; SP e RS receberão parte deles

Farmanguinhos, a fábrica de medicamentos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, anunciou ontem a conclusão do primeiro lote de antivirais contra a gripe suína produzido no Brasil. São 150 mil tratamentos – cada um deles com dez cápsulas de fosfato de oseltamivir – produzidos com o princípio ativo adquirido da Roche, que comercializa o Tamiflu.

A entrega foi feita no prazo prometido ao ministério, que terminaria hoje. Segundo o diretor de Farmanguinhos, Hayne Felipe, serão entregues mais 60 mil tratamentos hoje. Eles poderiam ser repassados até 15 de agosto. Conforme o Estado antecipou ontem, Felipe confirmou que os técnicos tiveram dificuldades no ajuste de uma das máquinas, que umedeceu um lote intermediário. O diretor explicou que o problema aconteceu antes de passar para a produção em larga escala. Superado, permitiu que a fabricação fosse concluída no prazo.

"Não é simples, foi um trabalho de desenvolvimento tecnológico, e esses ajustes são inerentes ao processo", explicou. Para cumprir o cronograma do ministério, que fez o pedido há 30 dias, os técnicos trabalharam em dois turnos diários, todos os fins de semana deste mês.

Os medicamentos estão estocados na fábrica da Fiocruz, em Jacarepaguá, e serão distribuídos aos Estados segundo determinação do ministério. Felipe adiantou que o Rio deve receber 5 mil desses tratamentos, que serão direcionados, em sua maior parte, para São Paulo, Estado com o maior número de mortes no País, e para o Rio Grande do Sul, que concentra mais casos da gripe suína.

O oseltamivir é indicado para casos graves de qualquer tipo de gripe – o que representa menos de 5% dos pacientes com os sintomas – e para pessoas com fatores de risco.

Laboratório
O oseltamivir foi encapsulado no mesmo laboratório em que são fabricados alguns antirretrovirais distribuídos pelo Programa Nacional DST-Aids. Com autorização do ministério, essa produção foi interrompida por duas semanas. Segundo Felipe, o fornecimento desses remédios não será prejudicado.

O Ministério da Saúde acredita que os 210 mil tratamentos produzidos em Farmanguinhos e os 800 mil que comprou da Roche, que devem chegar até setembro, são suficientes para tratar todos os casos de gripe suína que necessitem do medicamento. No entanto, caso seja necessário, o governo tem em estoque cerca de 8,5 toneladas do princípio ativo oseltamivir, que podem vir a ser encapsulados pelos laboratórios militares. Farmanguinhos não seria o mais indicado para realizar o trabalho, segundo Felipe, para não prejudicar o abastecimento de antirretrovirais. Mas, caso haja novo pedido, o laboratório tem capacidade de produzir 124 mil tratamentos por semana.

Vacina
O editorial desta semana da revista científica The Lancet, ao tratar da vacina contra o vírus A(H1N1), sublinha a necessidade de uma cuidadosa análise dos efeitos do produto após chegar ao mercado. O texto aponta que a maioria dos países adotou medidas para acelerar a produção e os testes da vacina, o que pode ter diminuído as exigências de segurança e eficácia. Segundo a revista, os Estados Unidos também deveriam apoiar estratégias da Organizaç


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