Farmácia é fechada por vender remédio fora da validade

Pantanal News

Uma operação na tarde de terça-feira (28) fechou uma farmácia no bairro Zé Pereira, região oeste de Campo Grande, que vendia medicamento fora do prazo de validade e com adulteração na embalagem. Vários lotes de medicamentos foram recolhidos e o proprietário e a farmacêutica responsável foram presos.

A Farmácia Santa Lucia, filiada a Big Rede, funcionava há seis anos na esquina da Avenida Amélio Carvalho Baís e Rua Barcelos.

No local, fiscais da Anvisa e policiais federais e civis recolheram desde antiinflamatórios vencidos, lotes adulterados, sabão para sarna canina e medicamento não registrado para tratar picadas de cobra.

A farmácia retirava das embalagens as informações de validade, data de fabricação e o lote. O fiscal da vigilância sanitária, João Roberto Ferreira de Castro, explicou que a venda de medicamento vencido é crime contra a saúde pública, considerado hediondo e sem fiança.

“A farmácia não é cadastrada na Anvisa e será interditada”, completou o fiscal.

“Eu não fujo da minha responsabilidade, mas isso aqui é terrorismo”, disse, tremendo, o proprietário Neuso de Melo, de 55 anos. Ele conta que foi assaltado há cerca de 15 dias, inclusive com disparo de arma de fogo, e que naquela ocasião não sentiu tanto medo quanto hoje.

Ele reforçou que dava ordens para retirar remédios quando vencia o prazo de validade. “Não tem duas semanas que enviei um lote vencido para a Anvisa”, destacou Neuso.

O proprietário relatou que somente uma caixa de remédio foi adulterada. O caso aconteceu depois que um cliente devolveu um medicamento com a embalagem violada. Mesmo assim, Neuso recolocou o remédio à venda.

Na farmácia, foi recolhido Voltaflex – um similar do diclofenaco – vencido, sabão para acabar com sarna de cães, e Específico Pessoa, um medicamento sem registro na Anvisa, que é utilizado para tratamento em caso de picada de cobras.

Neuso foi levado para a carceragem da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos) e a farmacêutica ficará detida no 3° DP. A pena para crime contra saúde pública e de 10 a 15 anos.

Participaram da ação policiais federais, Decon (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes contra Relações de Consumo), Anvisa e CRF/MS (Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul).

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