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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 6 de novembro de 2009.

Farmácia não é mercado – Artigo

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Renato Ferraz – Correio Braziliense

Há muito as farmácias brasileiras deixaram de ser aquele ambiente sóbrio, com farmacêutico de cabelos grisalhos que inspirava confiança e onde se deveria respirar saúde. Agora, estão cada vez mais parecidas com supermercados, que vendem de tudo. Dando-se o devido desconto à minha nostalgia, uma dúvida: elas podem fazer isso? É correto uma farmácia vender doces, perfumes, sorvetes, carne, chinelos, créditos de telefone celular e até, como já constatou a Anvisa, cerveja? É justo realizar promoções e distribuir brindes? Por sinal, seria comum vender analgésicos fora do balcão, como em bacias de meio de feira? Não, não é. Nada disso é normal.

Por isso, a Anvisa editou normas e regulamentações para disciplinar o comércio dentro dessas, digamos assim, lojas de conveniência. Tudo teria que mudar a partir de fevereiro. Assim, os medicamentos não poderiam mais ficar ao alcance das mãos do usuário, mesmo aqueles que não exigem prescrição médica (o caso dos analgésicos). A ideia é que eles só saiam da loja depois de passar pelo vendedor ou pelo farmacêutico. Para não ser acusado de ingênuo, reconheço que aí tem um quê de sonho: afinal, ainda se vende no país remédios de tarja vermelha sem receita médica. Nesse caso, as drogarias e instituições públicas falham — e falham feio. Mas não dá para cometer erro sob o argumento de que há outros sendo cometidos.

Agora, para não fugir à regra, o caso foi parar na Justiça. Os donos de farmácias alegam que a Anvisa se precipitou, tomando as funções do Legislativo e criando leis. Eu, que raramente elogio um órgão regulador — acho-os pouco comprometidos com os cidadãos —, tenho que reconhecer: é melhor pecar por excesso do que por omissão. Lembremos que estamos no país em que as pessoas mais se automedicam, trazendo sérios transtornos à saúde pública. Por isso, são fracos os argumentos dos donos de farmácia de que as medidas da Anvisa comprometeriam até a possibilidade de descontos e que gerariam desemprego. Tudo, no fim, se acomoda.

O certo é que farmácias e drogarias devem fazer o que elas sabem: vender remédios.


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