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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 21 de agosto de 2009.

Farmácias e clientes temem efeitos colaterais de novas regras da Anvisa

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G1

As novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a venda de medicamentos dividem opiniões antes mesmo de entrar em vigor. Mesmo os medicamentos que não precisam de receita vão ter que ficar fora do alcance do cliente, atrás do balcão.

O objetivo da mudança seria, em um primeiro momento, coibir a automedicação. Clientes com doenças graves, no entanto, já reclamam que não poderão ir pessoalmente ao local e ainda acreditam que os balcões ficarão superlotados. Uma das novas regras prevê que remédios de tarja preta, de venda controlada, só poderão ser comprados pessoalmente – por isso a reclamação. Farmacêuticos, por outro lado, dizem que seu trabalho será valorizado.

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa as 25 maiores redes do país, por meio de nota, informou que “questiona veementemente as novas regras divulgadas” pela Anvisa por meio da Resolução RDC 44/09.
A entidade alega que “restringir o acesso aos medicamentos isentos de prescrição médica causa mudanças profundas que impactam negativamente a vida do cidadão”. Além disso, para a Abrafarma, a Anvisa “não tem poder de legislar”, pois é “apenas um órgão executivo, que tem o dever de respeitar a legislação em vigor“.

No Rio de Janeiro, a farmacêutica Tatiana Silva, de 31 anos, aprovou as alterações, mas acredita que as vendas vão cair. Para ela, os remédios vão deixar de ser vistos como produtos de supermercado. “Quem compra só pelo impulso, vai deixar de fazê-lo e em compensação a automedicação vai diminuir. Até para se comprar vitamina C é preciso orientação”, explicou.

Tatiana acrescenta que muitas vezes os clientes nem têm intenção de comprar determinado produto, mas são induzidos pelo fácil acesso. Ela também é a favor da venda de remédios controlados apenas na presença do paciente. “Entregar um medicamento de tarja preta em casa pode aumentar a margem de erro. Muitas vezes a pessoa até tem a receita, mas pode estar fora da validade”, detalhou a farmacêutica.
As farmácias terão seis meses para se adaptar às novas determinações, mas para a aposentada Cássia Bottino, de 48 anos, a mudança nas regras é falha e vai prejudicar o consumidor, que, como ela, depende de medicamentos controlados.

“Eu tenho câncer e nem sempre estou bem para sair de casa. Além do mais, as alterações vão lotar o balcão de atendimento. O certo seria aumentar a fiscalização nas farmácias e não tomar medidas que vão punir o cliente”, defende a aposentada.
Já para a farmacêutica Carolina Ribeiro, de 29 anos, as medidas vão valorizar o trabalho dos profissionais. “Um remédio para gripe, tomado de forma errada, pode causar problemas gástricos. É importante que o consumidor venha até o balcão e que possa ser bem informado”, disse.

Carolina Ribeiro também acredita que a veiculação de propagandas com medicamentos é prejudicial ao consumidor e aumenta o índice de automedicação. “Algumas pessoas chegam à farmácia perguntando por determinado remédio que viram na TV”, justificou.
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