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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 15 de outubro de 2009.

Fiscalização interdita duas farmácias

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A Gazeta – MT

Duas farmácias foram fechadas e uma parcialmente interditada em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá) durante operação de fiscalização. Elas tiveram problemas na apresentação de relatórios de venda de medicamentos controlados, que contêm em suas fórmulas substâncias psicotrópicas e entorpecentes.

A operação conjunta realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Polícia Federal, Conselho Regional de Farmácia (CRF), e Vigilância Sanitária do Estado (Visa) também resultou na apreensão de medicamentos e perfumes de origem estrangeira, sem nota fiscal, portanto contrabandeadas de países como Paraguai e Bolívia. A operação não tem data para terminar.

De acordo com o coordenador da Visa de Mato Grosso, Fábio José da Silva, as farmácias serão reabertas assim que a equipe comprovar que a venda dos medicamentos controlados está regular.

Ele informou ainda que, além dos produtos de perfumaria e remédios, fiscais apreenderam o estimulante sexual Viagra contrabandeado, portanto sem registro no Ministério da Saúde (MS). Cerca de 15 pessoas participam da operação.

O coordenador da Visa explica que a operação foi deflagrada após o recebimento de uma série de denúncias que apontavam irregularidades na venda de remédios e perfumes na cidade.

Fábio Silva explicou a importância das denúncias anônimas para coibir o comércio ilegal de medicamentos e lembrou que remédios sem registro podem causar danos à saúde da população. "As pessoas devem sempre procurar drogarias onde exista um farmacêutico de plantão e qualquer irregularidade percebida deve ser denunciada à Anvisa".

Além da origem dos produtos, a operação vai fiscalizar condições de armazenamento, prazo de validade dos produtos e comércio de medicamentos controlados. Em maio, durante a Operação Drágea, deflagrada em Cuiabá, mais de 60 toneladas de medicamentos foram apreendidos e 11 pessoas presas. Entre o material apreendido havia produtos contrabandeados, fitoterápicos sem registro da Anvisa, medicamentos controlados e até o Cytotec, remédio destinado a tratamento de úlcera mas que também é consumido como abortivo.


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