Genéricos feitos no Brasil vão ao mercado latino americano

Valor Economico

Depois de ganharem espaço no mercado de genéricos no Brasil com a aquisição de importantes laboratórios nacionais, a americana Pfizer e a francesa Sanofi-Aventis começam a levar seus medicamentos produzidos no país para América Latina. A Sanofi já deu início à sua estratégia para exportar seus genéricos com a marca Medley para México. O próximo passo será a Venezuela. A Pfizer estuda fazer o mesmo com os seus remédios produzidos pela Teuto.

A regionalização dos medicamentos genéricos produzidos pelas multinacionais no Brasil deverá crescer. "O fenômeno da classe média não ocorre apenas no Brasil", afirmou Heraldo Marchezini, presidente da Sanofi-Aventis no Brasil e América Latina. "Queremos regionalizar a marca Medley para a América Latina. É a realidade regional", disse.

Segundo o executivo, a marca Medley já tem presença na Colômbia. "Vamos lançar no México, processo que está em pleno curso, e também na Venezuela, considerados dois importantes mercados. Também analisamos os países da América Central."

Com a aquisição do laboratório Medley no fim de 2009, a Sanofi-Aventis tornou-se líder na produção de genéricos do Brasil. Seguindo a mesma estratégia, a Pfizer, que perdeu a patente de importantes medicamentos, como o Viagra (combate à disfunção erétil) e o Lipitor (combate ao colesterol elevado), adquiriu, em outubro de 2010, 40% do laboratório Teuto, instalado em Anápolis (GO), para fazer sua estreia mundial em genéricos. A Pfizer tem o direito de preferência para adquirir os outros 60% da companhia a partir de 2014 e tudo indica que a companhia deverá exercer esse direito, uma vez que os resultados dessa aliança neste primeiro ano têm sido satisfatórios.

A estratégia da Pfizer de levar os medicamentos genéricos produzidos pela Teuto para os países da América Latina ainda está em estudos, mas deverá se concretizar nos próximos meses. "As exportações a partir do Brasil são um investimento mais barato do que comprar uma fábrica nesses países para produzir genéricos", observou Adilson Montaneira, diretor de negócios de produtos estabelecidos da farmacêutica.

Um ano depois de completar a aquisição de 40% da Teuto, a multinacional americana começou a colher os frutos dessa operação. Desde outubro do ano passado, a Teuto passou a comercializar as versões genéricas do Viagra e do Lipitor, dois dos principais "blockbusters" (campeões de venda) da americana. A Teuto colocou no mercado o Tantrix (sildenafil, sob a marca Wyeth) e Viasil (sildenafil, sob a marca Teuto); novas versões do Viagra, e o Zarator (atorvastatina, sob a marca Wyeth) e Lipthal (atorvastatina sob a marca Teuto), representando o Lipitor.

A Teuto colocou no mercado sua primeira molécula desenvolvida em parceria com a Pfizer. O laboratório lançou o Cicloxx (meloxicam), medicamento similar que disputa participação em um mercado importante, o de anti-inflamatórios que, no Brasil, movimenta R$ 1,2 bilhão/ano e 100 milhões de unidades vendidas. O Cicloxx é o primeiro de uma série de outros produtos Teuto que passarão a fazer parte do portfólio da Pfizer. "O lançamento de Cicloxx é a concretização da proposta da unidade de ampliar o nosso portfólio e ocupar novas fatias de mercado com a identidade Wyeth/Pfizer", disse Montaneira.

Até outubro, a companhia pretende colocar no mercado até seis novos medicamentos novos, voltados para dor e sistema nervoso central. Neste ano, serão investidos R$ 40 milhões para ampliar a produção na Teuto.

Nos últimos meses, a Pfizer também tem investindo fortemente na divulgação de seus medicamentos maduros. Com essa estratégia de reposicionamento de produtos e diminuição de preços, os resultados forma surpreendentes, segundo Montaneira. Um dos exemplo é o Zoloft (combate a depressão), cujas vendas cresceram 130% de 2010 para 2011. O antibiótico Zitromax subiu 58% no mesmo período. Além disso, a prescrição desses e outros medicamentos maduros voltaram a crescer.

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