Hypermarcas tem R$ 800 milhões para gastar

Valor Econômico

A Hypermarcas tem hoje pelo menos R$ 800 milhões para comprar outras empresas – coisa que ainda não fez este ano. A companhia, conhecida por seu apetite por aquisições, já comprou 14 empresas e mais de 20 marcas desde sua criação, em 2000, quando ainda se chamava Assolan. "Historicamente, fazíamos de três a quatro aquisições todo ano. Até agora, 2009 tem sido atípico", diz Claudio Bergamo, presidente da Hypermarcas. Até agora.

Dentro dos próximos meses, segundo ele, novas aquisições serão anunciadas. A dona das marcas Etti, Biocolor e Doril, conforme seu relatório de resultados referentes ao segundo trimestre do ano divulgado na noite de anteontem, tem em caixa R$ 317,2 milhões. Além disso, dispõe de R$ 543,8 milhões líquidos provenientes da oferta de ações encerrada no final de julho. São pelo menos R$ 861 milhões para gastar no mercado, comprando empresas.

"Vamos destinar a maior parte dessa soma em aquisições", afirma Bergamo. "Na verdade, temos à disposição até mais que esse total porque a empresa tem uma forte geração de caixa e esse valor todo dia está mudando", acrescenta.
Só para comparar, com esse dinheiro seria possível comprar duas empresas do tamanho da Niasi – adquirida em setembro do ano passado por R$ 328 milhões – e ainda sobraria um troco.

As condições financeiras da Hypermarcas, segundo ele, não poderiam ser melhores para quem quer sair às compras. "Nossa estratégia sempre foi crescer organicamente e por meio de aquisições, mas sem ficar muito acima de nossa meta de endividamento." Essa meta, segundo ele, gira entre 2,5 e 3 vezes o valor da a geração de caixa dos últimos 12 meses, hoje em R$ 410 milhões. A empresa terminou o segundo trimestre, conforme o relatório, com um patamar de endividamento de 2,1 vezes. "Esse número, entretanto, não inclui a captação com a oferta de ações. Levando em conta os R$ 543,8 milhões, nossa alavancagem cai para 0,8 vezes", comemora Bergamo. A dívida líquida da empresa, segundo o relatório, é hoje de R$ 861,6 milhões. No final do primeiro trimestre, esse valor chegava a R$ 1,1 bilhão.

Marcas que vendam bem tanto em farmácias quanto em supermercados são os alvos da companhia, segundo Bergamo. "Nossa vocação é ter produtos que atuem bem tanto no canal farma quanto em autosserviço, mesmo que alguns sejam exclusivamente vendidos em drogarias e outros em supermercados", diz o presidente. Fraldas e produtos ligados ao conceito de "bem estar", segundo fontes do mercado, são boas apostas. Há quem diga também que empresas de alimentos também estão na mira da companhia.

Hoje, 37% da receita da Hypermarcas vem de produtos de higiene pessoal e beleza – que são vendidos tanto em farmácias como em supermercados. Os medicamentos ficam com 35%, produtos de limpeza respondem por 16% e a área de alimentos por R$ 12%. A receita líquida total no segundo trimestre ficou em R$ 423,1 milhões – 58% superior ao valor verificado há 12 meses, sendo R$ 132,8 milhões referentes às aquisições feitas no período.

A Hypermarcas – que teve lucro líquido de R$ 132,3 milhões entre abril, maio e junho, além de R$ 116,1 milhões de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (laji

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