Indiana Torrent entra no segmento de genéricos com importados

A farmacêutica indiana Torrent completou em 2012 dez anos de operações no Brasil sem produzir um comprimido sequer no país. E assim deve continuar,  agora em genéricos. "O custo de ter uma fábrica aqui é muito alto. Fica muito mais barato produzir na Índia e importar os produtos para distribuir no Brasil", disse ao Valor o presidente da companhia, Orlando Famá Júnior. De fato, os custos de mão de obra e insumos farmacêuticos são muito mais baixos lá do que aqui. A Índia é uma das maiores fornecedoras globais de insumos para esse setor. Na ponta do lápis, chegam a ser até 60% mais "em conta", disse Famá. O grupo tem três fábricas e deverá inaugurar a quarta em 2013, todas na Índia. Nos cerca de 80 países onde atua, incluindo os Estados Unidos, tudo é importado. Com essa filosofia, a Torrent tem aumentado suas vendas em cerca de 20% ao ano no Brasil. Produtora de remédios similares (genéricos de marca), o grupo vai estrear no início de 2013 em genéricos.  Vale lembrar que há uma linha tênue entre os dois tipos de medicamentos. Os genéricos são cópias dos remédios de referência e são comercializados pelo nome do princípio ativo. Os similares seguem quase o mesmo raciocínio (desde que comprovem bioequivalência), mas são apresentados nas caixinhas com uma marca. Quando desembarcou no país há dez anos, o indiano Harihar Balkrishna, responsável pela área internacional do grupo, disse que a empresa tinha planos de ter fábrica local. "O projeto foi abortado há dois anos e meio. Não é vantajoso", afirmou Famá, alçado à presidência do grupo em 2005, quando Balkrishna retornou à matriz. Para trazer seus produtos, a Torrent paga imposto de importação – que varia de 8% a 14%. Já no caso de produto não similar no Brasil, a alíquota é zero, além de ICMS de 18% e da taxa Siscomex, cujo valor mínimo é de R$ 214,50 por adição de DI (Declaração de Importação). Ao Valor, Nelson Mussolini, presidente-executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos de São Paulo), disse que a estratégia de importação é arriscada quando não há base de produção local. "Neste momento, com o dólar entre R$ 2 e R$ 2,10 é viável, mas se o real se desvalorizar mais, pode ter um desequilíbrio." A farmacêutica americana Bristol atua dessa maneira no país desde que fechou sua fábrica no fim de 2010. As duas vão na contramão de outras multinacionais, que pagam caro para entrar no Brasil. Com uma participação pequena no país – o faturamento líquido fechou em R$ 183,2 milhões em 2011 e deve atingir R$ 220 milhões este ano -, a Torrent faz suas apostas em genéricos para crescer. Mesmo assim, a subsidiária brasileira é a maior do grupo, que fatura cerca de US$ 1,2 bilhão fora da Índia. A empresa contratou Osvaldo Jacomeli (ex- Medley) para abrir os caminhos nesse mercado. Além dos 30 medicamentos similares comercializados no país, a intenção nesta primeira etapa é vender doze produtos genéricos. A empresa atua nas áreas de Sistema Nervoso Central (SNC), cardiologia, endocrinologia e diabetes. Em SNC, um dos seus carros-chefe é o Epéz (donepezila), para Alzheimer. É líder na molécula lamotrigina, do Lamitor, para epilepsia. Em genéricos, dos 12 que devem ser comercializados no país, três são considerados moléculas exclusivas, como o cloridrato de nebivolol (anti-hipertensivo), glibenclamida + metformina (antidiabético) e ramipril associado ao anlodipino (hipertensão). No primeiro ano de operação com genéricos, a empresa pretende atingir vendas de R$ 30 milhões.   Fonte: Epharma

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