Medicamentos de referência chegam a custar 56% mais que genéricos

A diferença de preços entre medicamentos genéricos e produtos de referência na capital paulista passou de 50%, em agosto último, revela pesquisa feita pelo Procon-SP. No mês passado, os genéricos custaram em média 56,63% menos que os de referência. Além disso, as diferenças de preços entre um estabelecimento e outro chegaram a mais de 1.000%. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), medicamento de referência é o produto inovador registrado no órgão federal competente, cuja eficácia, segurança e qualidade tenham sido comprovadas cientificamente. De acordo com a Anvisa, os genéricos e similares podem ser considerados “cópias” do medicamento de referência. Foram apurados os preços de 58 medicamentos, dos quais 29 de referência e 29 com o mesmo princípio ativo ou genérico, encontrados em 15 drogarias, em cinco regiões da capital paulista. Na comparação entre os genéricos, constatou-se diferença de l.l32% na caixa com 20 comprimidos de diclofenaco sódico (50 mg), que custava R$ 1 em um estabelecimento e em outro, R$ 12,32. Já entre os produtos de referência, o mesmo produto chegou a apresentar diferença de 364,29% de uma farmácia para outra. Foi o caso do Dexason (acetato de dexametasona, 1mg/g), do laboratório Teuto, 1mg/g em creme de 10g, cujos preços variaram entre R$ 2,10 e R$ 9,75. Fora da capital, a maior oscilação de preços entre os genéricos alcançou 938%. O medicamento Paracetamol ( 200 mg/ml, gotas 15 ml) era oferecido a R$ 0,89 em uma farmácia de São Vicente e, em outro estabelecimento, a R$ 9,24. Na mesma cidade, verificou-se variação de 300% entre os produtos de referência. O preço do Amoxil (GlaxoSmithKline, 500mg, 21 cápsulas) variava de R$ 14,67 a R$ 58,68. A média de preços dos genéricos chegou a 60,82% em São José dos Campos. A menor variação foi encontrada em Presidente Prudente, 46,44%. O Procon-SP recomenda ao consumidor que, ao comprar medicamentos, verifique se os números de lote, prazos de validade e data de fabricação coincidem com os que estão marcados nas cartelas ou frascos. Além disso, é preciso observar que todo o medicamento tem de ter número de registro no Ministério da Saúde. Outra dica é sobre o armazenamento: remédios têm de ser guardados em local seco, arejado e fora do alcance de crianças. “Tenha cuidado especial com remédios de formato ou aroma atrativos para as crianças (formato de bichinhos, cheiro ou gosto de chiclete ou bala etc)”, alerta o Procon. Fonte: Snif Brasil

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