Mesmo com crise, mercado de medicamentos no Brasil movimentará R$ 132,15 bi em 2015

Com expressivo crescimento registrado nos últimos anos, o mercado de medicamentos no Brasil, incluindo todos os canais de distribuição no atacado, varejo e exportações, movimentou 125,07 bilhões em 2014. A expectativa é de que em 2015, mesmo com a desaceleração econômica, o segmento encerre o ano com 132,15 bilhões. As informações estão no estudo concluído pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT),disponível em http://pharma.ibpt.org.br, que traçou um completo cenário deste mercado no País. Com este crescimento, o Brasil figura entre os seis maiores mercados farmacêuticos do mundo, com perspectiva de subir mais uma ou duas posições até 2018.

“O acesso à informação, a expansão de usuários de planos e de seguros privados de saúde, bem como os aumentos do uso da rede pública, entre outros aspectos, estimularam a procura por atendimento médico, e consequentemente, geraram maior demanda por medicamentos”, afirma o presidente do Conselho Superior e coordenador de estudos do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

O estudo do IBPT ressalta que o aumento na produção e consumo envolve a crescente participação de mercado dos medicamentos genéricos e dos que não exigem prescrição médica. “Em 2010, os genéricos representavam 17% das vendas no varejo e em 2014, passaram a equivaler a 25% deste nicho, chegando a um quarto do total de medicamentos consumidos no País”, explica Amaral, enfatizando que atualmente há 103 mil farmácias e drogarias, entre matrizes e filiais, que totalizaram ganhos de R$ 50,83 bilhões na venda de medicamentos em 2014.

MERCADO PÚBLICO
Em relação à distribuição pública de remédios à população, o levantamento aponta que 89,17% de toda a compra governamental se destina aos programas do Ministério da Saúde e das Secretarias Estaduais e Municipais da Saúde, enquanto 10,83% são adquiridos por outros órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Em 2014, o mercado público movimentou R$ 11,58 bilhões, sendo que o governo federal responde por 63,39% da aquisição desses produtos, seguido dos governos estaduais, com participação de 30,31%; e municipais, com 6,30% das compras de medicamentos”, afirma o diretor de negócios do IBPT, Cristiano Lisboa Yazbek.

TRIBUTAÇÃO
Mesmo com a desaceleração econômica prevista para 2015, estima-se um crescimento nominal em torno de 5,7% no segmento. A empregabilidade também está em alta no setor, que contratou mais de 596 mil trabalhadores no ano passado para a fabricação e comércio dos produtos de uso humano e veterinário. “A alta carga tributária incidente na produção de medicamentos, também retratada no estudo, resulta em mais de 30% de tributos sobre o preço pago no produto pelo consumidor final, sendo um dos principais obstáculos ao crescimento deste mercado e ao acesso da população à saúde. A redução da carga tributária nos remédios poderia ampliar o consumo, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos”, observa Yazbek.

Fonte: Maxpress

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