Novartis quer ampliar atuação em medicamento para animal

Seguindo o caminho de rivais globais como Pfizer e Bayer, o laboratório suíço Novartis traçou um plano ambicioso para alavancar as vendas da divisão de saúde animal no Brasil. O carro-chefe será o segmento de animais domésticos, conhecido como pet. Para isso, em 2014, a companhia investirá na fabricação de produtos dermatológicos, inaugurando, assim, sua primeira linha com produção nacional na categoria pet. Nos próximos anos, a gigante global quer conquistar um espaço entre as três maiores indústrias do setor, deixando para trás a oitava colocação no ranking. "Para estar entre as três primeiras do segmento de pet no Brasil, apostamos em três pilares: inovação de portfólio, investimento em equipe e produção local", detalha o diretor da Divisão de Saúde Animal da Novartis para a América Latina, Gustavo Tesolin, em entrevista ao DCI. Para viabilizar esse crescimento, a multinacional farmacêutica já deu início a um processo seletivo para a contratação de novos profissionais. Atualmente, a categoria de pet é formada por 14 funcionários. "O processo de recrutamento começa no final deste ano. Vamos contratar mais 14 pessoas, em sua maioria veterinários e especialistas, formando uma equipe de 28 profissionais. Esperamos que até o início de 2014 essa etapa seja finalizada", explica Tesolin. O executivo não revelou o tamanho do aporte que será realizado para ativar a nova linha de produção, mas afirmou que medicamentos dermatológicos estarão entre os itens fabricados. "Hoje, parte do nosso foco está na linha dermatológica. No entanto, buscamos investir em várias áreas. Até mesmo naquelas não tão tradicionais", diz Tesolin. Todos os produtos comercializados atualmente pela marca na categoria de animais de companhia são importados de fábricas do grupo instaladas em outros países. Somente os produtos destinados para as categorias de aves e suínos são fabricados na planta da Novartis em Barueri SP. Em 2012, o faturamento da empresa na Divisão de Saúde Animal cresceu 41%, mesmo índice esperado para esse ano. Para 2014, a taxa projetada é de 65%. Hoje, 20% do faturamento da multinacional vêm da categoria de animais de companhia. Para conquistar esses índices, a empresa também aposta na presença em novas regiões do País. "Estamos trabalhando para melhorar a nossa presença no interior do Brasil. Antes, concentrávamos nossa atuação nas grandes capitais. Hoje, levamos essa atenção ao interior também", diz. O interesse da empresa na categoria de animais de companhia pode ser explicado pelo potencial de expansão do setor. Em 2012, o segmento de medicamentos veterinários destinados para animais domésticos representou 7% do faturamento total do mercado de pets no Brasil, que somou cerca de R$ 14,2 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação Abinpet. Neste ano, a categoria deve crescer 7,3%. "O aumento do poder aquisitivo da população brasileira e a adoção dos animais de estimação como um membro oficial da família faz com que os donos aumentem os investimentos em alimentação e, consequentemente, em medicina veterinária", afirma a diretora-geral da NürnbergMesse Brasil, Ligia Amorim, organizadora da feira Pet South America, que ocorre na semana que vem, em São Paulo. Segundo ela, é preciso mostrar a importância de investir na medicina veterinária preventiva ao invés de sanar o problema apenas quando o mesmo aparecer. Já para o porta-voz da Comissão de Animais de Companhia Comac, que integra o Sindicato Nacional da Indústria dos Produtos para Saúde Animal Sindan, André Prazeres, é necessário inovar também na criação dos itens comercializados nessa área. "Temos um baixo índice de animais que vão ao veterinário de forma preventiva. Por isso, precisamos de produtos de prevenção que não se restrinjam às vacinas, e consigam atender outras demandas do setor", enfatiza Prazeres. Ainda de acordo com o especialista, os animais "já comem, brincam e ficam cheirosos. Agora precisam ficar saudáveis".   Fonte: DCI

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