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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 14 de maio de 2012.

Novo medicamento para o tratamento de feridas vem do Cerrado

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A Apósen, companhia farmacêutica 100% nacional, lançou a pomada Fitoscar, indicada como agente cicatrizante para feridas e lesões. O medicamento, extraído de uma planta do Cerrado, é fruto de parceria com universidade brasileira. Foi do Cerrado brasileiro que surgiu Fitoscar (Stryphnodendron adstringens), uma das mais novas terapias para o tratamento de feridas e lesões de pele no Brasil. Produzida a partir do barbatimão, espécie típica do Cerrado brasileiro, o medicamento é resultado de pesquisa desenvolvida pela Apósen em conjunto com a Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Fitoscar é o único medicamento em apresentação de pomada, para uso tópico, que age nas três fases da cicatrização, além de ter ação anti-inflamatória e antimicrobiana. "No Brasil, as feridas são um sério problema de saúde pública, devido ao grande número de doentes com alterações na integridade da pele, provocadas por enfermidades ou por acidentes, embora não haja números exatos", conta o Dr. Adriano Mehl, médico responsável pelo Ambulatório de Feridas e Pé Diabético e pela Comissão de Feridas e Curativos no Hospital Pilar, em Curitiba. "São vários tipos de feridas, desde as causadas por acidentes até as provocadas por doenças vasculares, por pressão, como consequência do diabetes, entre outras", explica o médico. "Um dos graves problemas de saúde encontrados em hospitais é a úlcera por pressão (UP), que consiste na lesão causada na pele e nas partes moles (tecidos como músculos, gordura, vasos sanguíneos) decorrente da pressão exercida por uma proeminência óssea do próprio paciente contra a cama, sofá ou maca, por exemplo, em que possa estar deitado, ou cadeira de rodas em que esteja sentado", explica o médico. Estima-se que para cada um milhão de pacientes internados, 75 mil desenvolvem alguma lesão decorrente da pressão. Estima-se que, no País, essa lesão ocorra entre 10% a 62,5% dos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva; em 42,6% dos internados em clínica médica e em 39,05% dos pacientes de unidades cirúrgicas. Fitoscar foi introduzido no mercado brasileiro em 2010 e tem se mostrado uma excelente ferramenta terapêutica para o tratamento de diversas feridas. Segundo uma pesquisa clínica, desenvolvida no Centro Clínico Electro Bonini, na Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), Fitoscar propiciou a cicatrização de 100% das úlceras de pressão, sendo que 70% cicatrizaram em dois meses. O estudo analisou 27 pacientes, que apresentavam 51 úlceras, classificadas de acordo com a área e o grau de profundidade (I a III) da lesão. Segundo o Dr. Adriano, a ferida apresenta três fases de cicatrização: a hemostasia e inflamatória, a proliferativa, em que há formação de tecido de granulação, e a maturação (remodelação da pele). "O extrato do barbatimão é conhecido pela sua propriedade de reparar o tecido danificado. Isso porque ele contém taninos, uma substância adstringente que elimina a água dentro das células, provocando uma contração das fibras e isso facilita a cicatrização. Além disso, tem propriedades anti-inflamatória e antimicrobiana", esclarece o médico. Entre os principais desafios atuais no manejo de feridas estão o tempo e a eficácia dos tratamentos. Fitoscar tem mãostrado, na prática médica, ser um poderoso recurso para o tratamento das feridas, inclusive com menor tempo de cicatrização. "Vale lembrar que hoje o sistema de saúde, tanto o público quanto o privado, tem um alto custo com o tratamento de pacientes que apresentam feridas de difícil cicatrização. Certamente, em alguns casos, o produto é uma poderosa ferramenta terapêutica, que pode ajudar a reduzir estes custos e oferecer ao paciente uma melhor qualidade de vida", finaliza o Dr. Adriano. Fator Brasil


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