O que fazer com os medicamentos vencidos

Desde a implementação do Programa Descarte Consciente, em novembro de 2010, a Droga Raia coletou mais de 39 toneladas de medicamentos em 231 estações coletoras, posicionadas em lojas de 90 municípios e sete Estados do País, onde a rede está presente. Cada farmácia possui um display de descarte, fabricado pela empresa BHS, que fornece instruções no visor antes de o consumidor manuseá-lo. Estão disponíveis na máquina três espaços para descartar diferentes materiais: comprimidos e pomadas, líquidos e sprays, além de embalagens. Tudo o que é depositado fica armazenado no equipamento até que a coleta seja realizada e, em seguida, encaminhado para incineradora. Uma funcionalidade instalada e batizada de “preservômetro” mede o acúmulo de medicamentos descartados e mostra o que esse número equivale em termos preservação do meio ambiente. Em média, cada loja acumula cerca de 8 kg de resíduos por mês. Com o projeto implementado em 231 lojas, o sistema de coleta retira do meio ambiente mais de cinco toneladas por ano de resíduos, o que resulta em 2.250 milhões litros de água que deixam de ser poluídos. Quando analisado o exemplo aplicado pela Droga Raia, pode-se chegar à errônea conclusão de que as práticas de descarte de medicamentos e logística reversa no Brasil estão bem arraigadas no setor farmacêutico. Mas, considerando as proporções continentais do País, as poucas iniciativas voluntárias existentes estão longe de atender a toda demanda de resíduos. De acordo com a publicação Logística Reversa de Medicamentos, lançada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (Abdi) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e elaborado por especialistas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a população brasileira é responsável por gerar mais de 10,3 mil toneladas por ano de resíduos em medicamentos, devido à falta de um sistema de descarte adequado. “Existem experiências no Brasil decorrentes de iniciativas de organizações individuais para o enfrentamento dessa importante questão do descarte adequado de resíduos pós-consumo de medicamentos. É importante, porém, atentar para alguns aspectos que problematizam a eficiência e os custos associados para que seja implementado um programa nacional no Brasil”, afirma a especialista em projetos da Abdi, Cleila Guimarães. Entre os problemas citados estão a densidade populacional brasileira, muito menor do que a dos países da Europa, e as diferenças econômicas, sociais e culturais no Brasil, que tornam a implementação de um sistema de logística reversa de medicamentos mais complexo. Enquanto existe a necessidade de criar um programa que evite a fragmentação de padrões, normas e organização, é preciso, ao mesmo tempo, levar em consideração as diferenças regionais. Bons exemplos Conheça algumas iniciativas de descarte de medicamentos e logística reversa que já estão em vigor e deram certo: o Programa de coleta especial da Prefeitura Municipal de Curitiba. o Programa de coleta da Farmácia Popular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. o Programa Destino Certo, da rede Panvel. o Programa Descarte Correto de Medicamentos, da rede Pão de Açúcar em parceira com a Eurofarma. o Programa de Devolução Segura de Medicamentos, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. o Programa Descarte Consciente, gerido pela BHS. Fonte: Guia da Farmácia

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