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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 3 de outubro de 2013.

Operação busca fiscais sanitários suspeitos de extorsão no RJ

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Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e Inquéritos Especiais (Draco-IE), da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Ssinte), da Polícia Civil, do Ministério Público e da Subsecretaria Municipal de Vigilância Sanitária realizam uma operação para prender fiscais sanitários suspeitos de praticar extorsões contra comerciantes e outros profissionais para não aplicar multas. Até as 12h15, 23 pessoas haviam sido presas, incluindo dois coordenadores de área da Vigilância Sanitéria municipal e um homem identificado como Robert Roy Fulton tinha sido preso em um condomínio no bairro de Pendotiba, em Niterói, na Região Metropolitana. Os agentes apreenderam, ainda, cerca de R$ 1 milhão, sendo R$ 800 mil em apenas uma residência. O chefe da quadrilha não foi localizado. Cerca de 200 agentes fazem parte da operação, denominada Parasitas, com o objetivo de cumprir 30 mandados de prisão contra agentes corruptos, sendo 28 contra funcionários públicos suspeitos de formação de quadrilha. Outros 52 mandados de busca e apreensão foram expedidos para serem cumpridos na capital, Baixada Fluminense, Região Metropolitana e interior do estado. Um arquiteto e o proprietário de uma empresa de dedetização também são procurados, suspeitos de liberar falsos laudos e comprovantes de regularização em troca de propina. Fazem parte da operação 15 equipes de delegacias da capital, 15 de delegacias especializadas, oito da Baixada e outras oito do interior, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e outros órgãos. As investigações tiveram início em 2011, quando a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio fez uma denúncia. As informações dão conta que a quadrilha chegava a movimentar cerca de R$ 500 mil por mês, extorquindo bares, restaurantes, clínicas, farmácias e outros estabelecimentos, muitas vezes com multas desnecessárias. O RJTV teve acesso a escutas telefônicas feitas pela polícia, com autorização da Justiça. Em uma delas, um fiscal negocia o pagamento da propina. Em outra, um funcionário faz um acordo de R$ 5 mil de pagamento. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), a quadrilha instituía uma tarifa fixa a ser paga pelos empresários, ainda que não houvesse irregularidades, sob pena de multas e punições, que variavam de acordo com o tamanho do estabelecimento. Os procurados foram autuados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e concurso material. O delegado titular da Draco-IE, Alexandre Capote, explica que os suspeitos serão indiciados, ainda, por concussão. "Esses fiscais corruptos já foram denunciados pelo Ministério Público por concussão, que é exigir vantagem indevida em razão do seu cargo. E era o que eles faziam. Pela concussão, os comerciantes são vítimas, não estão participando do esquema criminoso. Eles são lesados." Segundo o delegado, pelo menos seis empresários são testemunhas na investigação. "Graças à coragem desses comerciantes que nós conseguimos fazer uma ótima investigação e estamos hoje desmantelando esse esquema criminoso e, principalmente, prendendo esses corruptos." Fonte: G1


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