Pessoas 60+ lideram consumo de medicamentos psiquiátricos

Estudo da Funcional mostra maior adesão dessa faixa etária aos tratamentos e reforça a tendência de alta no uso de psicofármacos no país.
Pessoas 60+ lideram consumo de medicamentos psiquiátricos
Foto: Divulgação

Um levantamento da Funcional, pioneira e líder em tecnologias para programas de suporte a pacientes, revela que 22% dos beneficiários de seu Benefício Farmácia utilizaram medicamentos psiquiátricos no último ano, proporção superior à registrada em 2019, antes da pandemia. Entre esses usuários, chama atenção o grupo com 58 anos ou mais, que concentra 30,6% do consumo e apresenta maior adesão: em média 9,8 meses de tratamento contínuo, contra 6 meses nas demais faixas etárias.

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A análise, realizada entre agosto de 2024 e julho de 2025, com base no comportamento de titulares e dependentes do Benefício Farmácia, apontou que os antidepressivos e analépticos foram as classes mais prescritas, seguidos por sedativos e ansiolíticos. Além disso, o ticket médio dos medicamentos psiquiátricos foi de cerca de R$ 370 nas farmácias, enquanto os beneficiários contaram com desconto médio que variou de 70% a 100%, subsidiado pelas empresas contratantes — fator decisivo para garantir acesso e continuidade do tratamento.

“Observamos no levantamento que a taxa de utilização de medicamentos psiquiátricos aumenta conforme a faixa etária: 10,7% entre 0 e 18 anos, 23,7% entre 34 e 38 anos e 27,3% entre 49 e 53 anos, reforçando que o consumo tende a crescer com a idade. Pacientes mais idosos, muitas vezes com mais de uma doença crônica, encontram no Benefício Farmácia um mecanismo de acesso essencial para a continuidade do seu tratamento de saúde mental. Além de reduzir custos para o sistema de saúde, melhora significativamente a qualidade de vida e contribui para a permanência dessas pessoas no mercado de trabalho”, explica o Dr. Alexandre Vieira, diretor médico da Funcional.

O cenário ganha ainda mais relevância diante das projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): em 2046, pessoas com 60 anos ou mais serão a maior fatia da população, chegando a 28%. Isso amplia a necessidade de políticas que garantam acesso contínuo a medicamentos e acompanhamento de doenças crônicas.

Saúde mental e mercado de trabalho

Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, mais de 472 mil brasileiros foram afastados do trabalho por quadros de ansiedade e episódios depressivos, um crescimento de 67% em relação a 2023, fazendo com que os transtornos mentais já representem a 3ª principal causa de afastamento. E, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2019), 10,2% dos brasileiros adultos já receberam diagnóstico de depressão em algum momento, o equivalente a cerca de 16 milhões de pessoas. A prevalência era de 7,6% em 2013, mostrando uma trajetória de alta que se intensificou nos últimos anos.

“O crescimento do uso de antidepressivos entre adultos não é isolado. Está associado à alta prevalência da doença, à desigualdade no acesso ao cuidado em saúde mental e às pressões da vida moderna. Isso reforça a urgência de políticas e programas de apoio emocional nas organizações, com foco na adesão contínua ao tratamento”, comenta o Dr. Alexandre.

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Para a Funcional, acompanhar o perfil de uso é essencial para desenvolver programas de adesão mais eficientes, com impacto positivo tanto para os colaboradores quanto para todo o ecossistema. “Neste Setembro Amarelo, os dados reforçam que o cuidado com a saúde mental vai além da prevenção de afas

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