Plantas medicinais ajudam a reduzir custos com a saúde

Portal Fator Brasil

A saúde é o bem mais precioso que qualquer pessoa possui e preservá-la é fundamental. O uso de medicamentos é a maneira mais comum de combater as doenças, mas há quem prefira aproveitar o que a natureza tem a oferecer. “As plantas medicinais podem ser utilizadas de diferentes modos para restaurar e promover a saúde. A chamada fitoterapia é um tratamento terapêutico feito com estes elementos naturais”, explica José Airton da Silva, terapeuta que atua com fitoterapia, estética corporal e terapia ortomolecular e faz parte do Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro (Sinter-RJ).

As plantas medicinais são caracterizadas como espécies vegetais que podem ou não ser cultivadas e que são usadas com propósitos terapêuticos. Elas são divididas em frescas, referente às plantas coletadas no momento do uso, e em secas, as quais antes de serem usada passam por um procedimento de secagem. “Os fitoterápicos são um produto obtido a partir das plantas medicinais ou de seus derivados e tem como objetivo curar e prevenir doenças ou impedir a interação dos agentes causadores das enfermidades com o organismo”, aponta. Os fitoterápicos podem ser encontrados em formas sólidas, como extratos secos, comprimidos e cápsulas, em formas semi-sólidas, como extratos moles, pomadas, géis e cremes, e em formas líquidas, no caso de soluções, xaropes, extratos fluídos e tinturas. Segundo Paulo Edson Reis Jacob Neto, terapeuta ortomolecular e presidente do Sinter-RJ, assim como os medicamentos convencionais, os fitoterápicos também podem apresentar efeitos colaterais. “Por isso é importante que a manipulação seja feita por profissionais especializados e é necessária orientação médica”, observa.

Reações alérgicas, efeitos tóxicos em órgãos e até mesmo o desenvolvimento de certos tipos de câncer estão ligados à utilização inadequada dos fitoterápicos, especialmente em casos de automedicação. “O uso adequado dos produtos naturais e o acompanhamento de um especialista proporcionam uma série de benefícios à saúde, como o combate a doenças alérgicas, traumas, disfunções metabólicas, infecções e outros males que prejudicam o equilíbrio do corpo humano e favorecem o surgimento de enfermidades”, destaca Paulo.

Entre as vantagens dos fitoterápicos estão o menor custo – comparado aos medicamentos tradicionais – e a maior disponibilidade de matéria prima, principalmente em países tropicais como o Brasil. O uso de plantas medicinais também fortalece os laços culturais relacionados à utilização de elementos da natureza para a promoção da saúde. “Com a indicação correta, os fitoterápicos podem apresentar efeitos terapêuticos melhores do que os remédios convencionais e ter efeitos colaterais minimizados”, esclarece o terapeuta José.

José enfatiza que a redução dos efeitos colaterais ocorre devido à ação mais suave dos fitoterápicos no organismo. Os medicamentos industrializados possuem quantidades conhecidas das substâncias que provocam os efeitos indesejados, enquanto nos fitoterápicos estes princípios ativos não são isolados. “Eles estão presentes na planta junto com várias outras substâncias. Para a produção dos fitoterápicos são usadas apenas algumas partes do vegetal, que possuem diferentes componentes. Esta diversidade é chamada de fitocomplexo, que garante os efeitos mais suaves”, evidencia.

No Brasil dezesseis estados disponibilizam tratamentos fitoterápicos para toda a população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A principal vantagem para o poder público é a redução dos custos com a saúde, já que os fitoterápicos são mais baratos e podem ser uma alternativa para atender a todos, incluindo a população carente, que adoece com mais frequência. “A disseminação das práticas que utilizam plantas medicinais e remédios caseiros contribui para a prevenção de doenças e a promoção da saúde dos brasileiros”, acrescenta Paulo. Sindicato dos Terapeutas do Estado do Rio de Janeiro.

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