Projeto Farmácia das Letras leva livros às casas das pessoas

Correio Braziliense

De porta em porta, Rosângela Tavares Santos Pereira, 39 anos, distribui conhecimento. Na maleta do Centro de Saúde 1 do Recanto das Emas, há remédios, aparelho para medir a pressão dos pacientes e livros, muitos livros. A agente entrega aos moradores de nove quadras da cidade muito mais do que medicamentos e medidas preventivas para manter um corpo são. Leva conforto para a alma e histórias que desenvolvem a imaginação e a criatividade de crianças, adolescentes e idosos saudáveis ou doentes.

Crianças na Biblioteca Comunitária do Recanto das Emas

A rotina de Rosângela Tavares começa logo cedo. Às 7h30, a agente de saúde já sabe quais quadras vai percorrer. O itinerário – que pode ser da 305 à 310 ou da 508 à 510 do Recanto – é definido dias antes. Todas as 230 famílias recebem o mesmo carinho e atenção. Na mala, Rosângela separa os livros de acordo com o perfil de cada leitor a ser visitado. Isso porque, há dois anos, trabalha com o projeto Farmácia das Letras, criado por ela e adotado por toda a equipe do Centro de Saúde 1 da cidade.

Às 8h, a turma começa a jornada de trabalho. Bate numa porta aqui e noutra acolá. Entra, aplica todo o processo de prevenção às doenças e, depois, em uma conversa tranquila e amigável, tenta aconselhar o paciente sobre a importância da leitura. Abre a maleta, mostra os exemplares reservados e convence o morador a experimentar folheá-los por, pelo menos, dez dias, até que a agente responsável retorne para outra visita preventiva. “A leitura estimula a memória, cria perspectiva nas pessoas e as tira da depressão e da ociosidade”, defende a criadora do projeto.

As visitas ocorrem de segunda a sexta-feira e, independentemente da distância, são feitas a pé. Os moradores já se acostumaram com os agentes. As pessoas os recebem, oferecem lanches, conversam e contam histórias. “Uma mulher estava sendo alfabetizada e pegou seu primeiro livro. Depois que aprendeu a ler, nunca mais parou e me pedia para levar receitas. Ela se interessou por culinária”, detalha Rosângela. Na prateleira, que fica na casa dela, mais de 580 exemplares. Revistas infantis, livros de autoajuda, poemas, obras didáticas e romances. “Ah, os romances! As mulheres se apaixonam por eles. Acho que são como refúgios para pessoas sofridas de uma comunidade carente. Elas começam a ver que existem maneiras diferentes de enxergar a vida e de serem tratadas”, conta.

Paixão por ler

O amor de Rosângela pela leitura teve início na infância. “Fui criada com minha avó e, certo dia, minha tia começou a fazer faxina nos armários da casa. Na bagunça, um livro velho caiu e eu peguei. Era Iracema. Li uma página, dias depois, outra e mais outra e, quando dei por mim, já havia terminado de ler”, lembra. Da paixão, Rosângela começou a colocar no papel as ideias que borbulhavam em sua cabeça. Escreveu vários poemas e os publicou em duas coletâneas: Manos da quebrada e Anjos da marquise. Depois, a escritora resolveu investir nos estudos. Começou o curso de letras, mas a dificuldade financeira prorrogou a vontade de ser professora e levar mais educação às pessoas.

Hoje, a moradora da Quadra 508 do Recanto das Emas ajuda como pode os amigos e vizinhos de bairro. “Como as crianças são mais difíceis de se conscientizar, fazemos passeios<

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Ascoferj
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