Quebra de patente do Efavirenz é renovada

O Estado de São Paulo

O governo prorrogou por cinco anos o licenciamento compulsório das patentes do Efavirenz, o remédio mais usado para tratamento de Aids no País. Atualmente, 104 mil soropositivos usam o medicamento, o equivalente a 47,5% dos pacientes que estão em tratamento.

O licenciamento compulsório foi decretado pela primeira vez em 2007, diante da dificuldade do governo em conseguir preços mais baixos com a empresa detentora da patente, a Merck.

A estimativa é de que, somente no primeiro ano pós-licenciamento, o País tenha economizado R$ 30 milhões. A medida permite que o Brasil compre ou produza a versão genérica da droga, mas apenas para atendimento da demanda interna. Não há permissão para distribuição para outros países. Isso deve mudar, no entanto, a partir de 2016, quando termina em todo o mundo a vigência de uma das patentes do Efavirenz, a de processo de produção.

‘Vamos nos preparar para certificar o remédio em organismos internacionais para que, depois desta data, possamos também distribuir para o mercado externo’, afirmou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

O Brasil tornou-se autossuficiente para produção do Efavirenz somente este ano. Depois do licenciamento, em 2007, o País passou a comprar o remédio genérico na Índia. A produção nacional, feita em conjunto por Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, e pelo Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco, começou em 2010, mas em quantidade insuficiente para atender a demanda.

Atualmente, o País importa duas apresentações do Efavirenz. ‘Essa estratégia será mantida. O número de pacientes que usam essas apresentações é muito pequeno, não há escala para produção’, afirma Barbosa.

O secretário considera que a decretação da licença compulsória em 2007 foi uma estratégia acertada. ‘Além da economia gerada com a compra da versão genérica do remédio, houve uma redução importante da vulnerabilidade do programa graças à autossuficiência.’

Licença. Depois do Efavirenz, não houve movimentação do País para quebra de patente de outros medicamentos. ‘A licença compulsória é uma entre as várias estratégias existentes’, avaliou Barbosa. ‘Há negociação de preços, transferência de tecnologia para produção de medicamentos.’ Atualmente há cinco acordos em andamento de transferência de tecnologia para produção de quatro remédios antiaids: atazanavir, raltegravir, ritonavir e tenofovir.

A decretação da licença compulsória do Efavirenz, em 2007, ocorreu depois de um longo período de ameaças do governo brasileiro. Dois anos antes, o País já havia decretado o interesse público de outro antiaids, o Kaletra, fabricado pela Abbott. Dias depois da declaração, no entanto, o governo chegou num entendimento com a empresa e a ideia do uso da licença compulsória foi arquivada.

Foto de Ascoferj
Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
Você precisa de ajuda com este assunto?
Receba nossos conteúdos
Assine nossa newsletter e receba em seu e-mail notícias e comunicados importantes sobre o varejo farmacêutico e seu cadastro na Ascoferj.
Receba as principais notícias direto no celular

Veja também os seguintes artigos

Levantamento da Interplayers aponta avanço consistente da categoria, com destaque para multivitamínicos e diferenças relevantes entre estados e regiões....

Por Sabrina Oliveira Conformidade não é burocracia. É blindagem empresarial. O varejo farmacêutico evoluiu em tecnologia, digitalização e experiência do cliente. No entanto, um ponto...

A recente aprovação do projeto que amplia a possibilidade de venda de medicamentos em supermercados, somada ao avanço das grandes redes, à disputa por preço...

Com a decisão, farmácias, drogarias e distribuidoras de medicamentos não terão que se submeter ao licenciamento ambiental....
Farmacêuticos devem estar presentes no espaço; PL 2.158/23 segue para sanção presidencial....
Imunizante protege contra quatro subtipos do vírus e é indicado para todas as pessoas, salvo contraindicações específicas....
Não existem mais artigos relacionados para exibir.

Você já solicitou a edição de abril da Revista AbcFarma?

Revista AbcFarma edição Abril 2026

A edição de abril abordará temas muito importantes, entre eles, sobre o reajuste anual dos medicamentos, os preços de fábrica e o preço máximo ao consumidor para todos os medicamentos: referência, genéricos e similares.

Saiba onde encontrar o número da matrícula

Todo associado, além do CNPJ, possui um número de matrícula que o identifica na Ascoferj. Abaixo, mostramos onde encontrá-lo no boleto bancário. Você vai precisar dele para seguir em frente com a inscrição.

BOLETO BANCÁRIO BRADESCO

Encontre em “Sacador / Avalista”.

boleto bradesco contribuição

BOLETO BANCÁRIO SANTANDER

Encontre em “Sacador/Avalista”.

boleto santander contribuição