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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 27 de março de 2012.

Raia Drogasil reforma sede e trilha modelo da Boots

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Brasil Econômico

Nem mesmo o apagão causado pelas fortes chuvas que caíram em São Paulo nas últimas semanas foi suficiente para interromper o ritmo eloquente de trabalho no número 3067 da Avenida Corifeu de Azevedo Marques, no Campo Belo, sede da recém formada Raia Drogasil, a maior rede de farmácias do país em faturamento e número de lojas, segundo dados da Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias). Em paralelo à divulgação dos resultados de 2011, que será apresentada hoje ao mercado, a Raia Drogasil vive agora um momento de corrida para reformar a sede que abrigará 900 funcionários, integrar os bastidores das duas redes e fortalecer a estratégia que está trilhando para seguir alguns modelos criados pela Boots, rede britânica de farmácias que trabalha com linhas próprias para aumentar margem e fidelizar o cliente.

Além das bandeiras Droga Raia e Drogasil, que permanecerão operando separadamente, e do total de 776 farmácias em operação, o que Eugênio De Zagotti, vice-presidente de planejamento e relações com investidores da Raia Drogasil, quer é criar “um importante ativo para o futuro”. Em outras palavras, o que a empresa quer é ter um terceiro ativo e a aposta na marca própria foi o caminho escolhido. O tema, aliás, deve tomar boa parte da apresentação dos resultados da companhia e da estratégia de médio e longo prazo da Raia Drogasil.

Em 2011 a Droga Raia criou a linha própria Pluii, composta por mais de 30 itens como xampus, condicionadores, sabonetes e hidratantes corporais. A decisão de entrar nesta área está diretamente ligada ao aumento da participação dos produtos de higiene pessoal e beleza na receita total das farmácias. Hoje, este percentual gira em torno de 30%. “As drogarias estão crescendo nesta área e roubando participação dos supermercados. De 2004 a 2010, as categorias de higiene pessoal e beleza cresceram 12% no período no Brasil. Nas drogarias, o aumento foi o dobro disso. Enquanto ganhamos, os supermercados perderam share”, diz Zagotti, referindo-se a uma pesquisa da Nielsen.

Marca própria

Contudo, ele diz que, ao invés de seguir o modelo de venda de produtos de marca própria mais baratos, a linha Pluii vai pela contramão e se posiciona como uma linha mais cara que concorrentes nacionais. “A linha Pluii é de qualidade e hoje, ela só perde para marcas como Pantene e Clear em produtos capilares.”

Sua margem com um produto deste tipo é claramente maior, motivo que leva Zagotti a admitir que nos próximos meses a linha poderá crescer ou outras famílias de produtos poderão ser criadas, com foco em novos alvos, como o público masculino. “Estamos descobrindo brechas deixadas pelas indústrias e ganhando espaço nas prateleiras”, diz.

Embora o Brasil seja o segundo maior consumidor mundial de produtos capilares, Zagotti diz que os fabricantes não inovam no quesito do bem-estar, alvo da Pluii. No segundo semestre, a linha deixará de ser vendida exclusivamente na Droga Raia e chegará a Drogasil.

“Que vantagem eu teria em me associar à CVS ou Walgreens?”

Executivo da Raia Drogasil descarta uma associação com rede estrangeira e diz que tem caixa e experiência de sobra

Em 2003, a Droga Raia foi procurada por uma grande rede internacional de farmácias interessada em fazer negócios para entrar no Brasil. Há tempos, não é surpresa para ninguém, que Walgreens e CVS sonham em fincar os pés no país. No que depender de Eugênio De Zagotti, contudo, uma associação dificilmente será feita. “Já temos capital aberto e cerca de 800 lojas. Para que eu vou querer me associar com uma rede estrangeira como Walgreens ou CVS? O setor é muito específico, cheio de regulações e somos líderes de mercado”, afirma.

Para ele, a Raia Drogasil já tem caixa para se expandir no Brasil, tem como levantar mais capital se precisar e tem experiência no mercado, motivos que derrubam a necessidade de uma parceria internacional.

Quando questionado sobre o interesse de internacionalizar as bandeiras ou ter participação em uma rede internacional, Zagotti garante que a Raia Drogasil não está interessada no exterior. “Temos, pelo menos, mais uma década de crescimento forte no Brasil. Há todo Norte e Nordeste para avançar e uma população com mais dinheiro e idade para atender.”


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