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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 25 de agosto de 2009.

Regra para o Tamiflu muda em Santa Catarina

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Diário Catarinense

Pacientes fora do grupo de risco e com sintomas de gripe só receberão o medicamento Tamiflu caso o quadro se agrave depois do primeiro atendimento. Por determinação da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, o protocolo mudou nas cidades. Para pacientes no grupo de risco – pessoas com imunidade mais baixa, como grávidas, crianças e idosos – continua valendo a mesma regra: o medicamento é administrado imediatamente.

Também faz parte do novo protocolo critérios para a realização do exame de confirmação da doença. Segundo o diretor da Dive, Luis Antonio Silva, a medida foi tomada depois de discussões com infectologistas do Estado e pode gerar a melhora de pacientes com quadros agravados. Anteriormente, de acordo com ele, não era permitido pelo Ministério da Saúde o tratamento de pacientes com Tamiflu depois de 48 horas do início dos sintomas.

A recomendação também era dada pelo fabricante do medicamento. Para Luiz Antonio, a orientação precisa ser bastante clara para quem não está no grupo de risco e apresenta os primeiros sintomas. A qualquer momento, se houver agravamento do quadro ou aparecer um novo sintoma, o paciente precisa de novo atendimento para a reavaliação do quadro.

A Vigilância Epidemiológica também estabeleceu o critério para a realização de teste laboratorial de confirmação da Gripe A. Somente pessoas internadas ou gestantes terão material coletado para encaminhamento do exame. Antes, não havia critério específico para ser feito o teste. Especialistas concordam com o protocolo. O professor do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Marco Aurelio Da Ros, avalia que mais importante que tentar contabilizar quantas pessoas estão com o vírus é verificar e monitorar o grupo de risco.

Sobre o medicamento, ele também considera correto o protocolo. “Dentre os adultos jovens, não há como saber quem terá os problemas agravados. O professor de infectologia da Universidade de São Paulo (USP), Eliseu Waldman, também lembra que é necessário preservar o estoque de medicamento, já que a epidemia é mundial.” A conduta é a mais adequada. O uso só deve ser feito em caso de complicações.


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