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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 2 de setembro de 2009.

Remédios controlados: Farmácias na mira de golpista

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Jornal O Informativo do Vale – Lageado – RS

Uma empresária do ramo farmacêutico denunciou à Polícia Civil um esquema que estaria sendo aplicado em cidades da região envolvendo – sem que saibam – diversas farmácias. O golpe não chega a lesar os estabelecimentos, mas ela revela que pode haver pelo menos um comerciante e uma transportadora envolvidos na compra ilegal de medicamentos de uso controlado. Os produtos estariam sendo vendidos de forma clandestina, sem receita nem nota fiscal.
O primeiro registro referente ao caso foi feito na delegacia de Roca Sales. Há algumas semanas, a vítima teria recebido uma encomenda, que não havia feito, de remédios de uso controlado. Ela não aceitou a carga e resolveu ir atrás de informações para saber o que havia acontecido, já que a compra clandestina teria sido feita com dados de sua farmácia – como CNPJ e Inscrição Estadual.

Ela fez contato com a distribuidora e, alguns minutos depois, foi efetivado o pagamento da carga via internet. “Descobri que, para fazer isso e baixar o título, a pessoa precisa do meu CNPJ para poder pagar a conta”, explica. Na distribuidora não havia nenhuma informação de que a carga havia sido devolvida, o que também chamou atenção da vítima. “Alguém comprou os remédios com retenção de receita no meu nome. Pagou pela internet usando minha conta, e a carga foi para alguém que não sei quem é, já que não a aceitei e ela não foi devolvida à distribuidora”, analisa.

Como sua empresa não comercializa esse tipo de produto, o caso é ainda mais suspeito. “Podem ter efetivado um cadastro em alguma distribuidora que vende medicamentos similares e genéricos de laboratórios menores”, acredita. Para efetivar tal inscrição só é necessária uma nota fiscal da empresa em que constem endereço, CNPJ e outros dados.
Apesar de o caso ter sido registrado há algum tempo, ainda não foi instaurado nenhum procedimento investigatório para apurar as responsabilidades. Situações semelhantes foram vividas por pelo menos outras duas farmácias da região nos últimos meses.


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