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icone de categorias Notícias icone de data de publicação 21 de outubro de 2009.

Santa Bárbara descobre desvio de remédios

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Correio Popular

A Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste afastou ontem por 30 dias uma médica e uma enfermeira concursadas que trabalham no Pronto-Socorro Dr. Edison dos Santos Mano. Elas são suspeitas de participar de um esquema de desvio de medicamentos controlados, sendo a maioria do gênero psicotrópico que, sem acompanhamento médico adequado, podem dopar pacientes. Os remédios eram retirados mensalmente por um enfermeiro, proprietário da Casa de Idosos Valter Resende, de Nova Odessa. O homem foi detido na segunda-feira, com 500 comprimidos, por policiais do 1º Distrito Policial (DP). Na delegacia, ele teria citado a participação das duas mulheres no esquema.

De acordo com Alves, o golpe é um “grande dano” ao Município, uma vez que outros moradores tinham dificuldade em encontrar os medicamentos desviados. Alguns chegavam a procurar a Justiça, aumentando as despesas da Saúde. Os nomes da médica e da enfermeira serão mantidos em sigilo até que a Comissão de Avaliação Disciplinar de Controle da Prefeitura conclua se elas estão mesmo envolvidas no esquema. Se comprovada a participação, ambas serão demitidas, além de denunciadas aos órgãos competentes.

Outra acusação de Alves é de que a casa de idosos sequer tinha autorização da Vigilância Sanitária para funcionar. “Desta forma, não poderíamos ter distribuído material para o local”, afirmou. A Prefeitura de Santa Bárbara investigava a ação do enfermeiro há quatro meses. Funcionários passaram a suspeitar dele após as retiradas consecutivas, sempre de 500 comprimidos, e em nomes repetidos de pacientes, quase sempre com receitas assinadas pela médica do PS. Em geral, os remédios mais procurados eram fenitoina e diazepan (tranquilizantes) e carbanazebina (anticonvulsivo). Cerca de 16 idosos estariam internados na casa de repouso de Nova Odessa, segundo levantamento da Vigilância Sanitária de Santa Bárbara. A reportagem tentou contato com o enfermeiro, mas ele não foi localizado até o fechamento desta edição.

Investigação
A Polícia Civil deve ouvir na próxima semana a médica e a enfermeira afastadas pela Prefeitura para descobrir o destino dos medicamentos. A participação de outras pessoas também está sendo investigada. Se condenados, os envolvidos podem responder por estelionato, uso de documento falso e até falsidade ideológica. Detido na manhã de ontem, pela Guarda Municipal (GM), o enfermeiro aguardará o desfecho da apuração em liberdade. O caso foi registrado pelo delegado Rodolpho Lopes do Canto Júnior, do 1º DP.


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