A suplementação masculina vive um momento de crescimento acelerado, impulsionada para além da cultura da musculação e cada vez mais orientada pela demanda por saúde, energia, recuperação e bem-estar integral. No Brasil, o mercado de nutrição esportiva já reflete essa tendência ao alcançar uma receita aproximada de US$ 3.167,4 milhões em 2023 no segmento de sports nutrition, segundo a consultoria Grand View Research. A projeção é atingir US$ 6.208,4 milhões em 2030, com taxa composta de crescimento anual (CAGR) de 10,1% entre 2024 e 2030.

De acordo com Francisco Neves, CEO da Pronutrition, indústria que desenvolve e fabrica suplementos para diferentes segmentos e marcas, esse crescimento reflete múltiplas frentes de consumo masculino. A demanda por fórmulas proteicas, como o whey, é impulsionada pela proliferação de academias e pela busca por definição, ganho de massa muscular e recuperação mais rápida. Dados do IMARC Group indicam que o mercado brasileiro de whey protein tem projeção de faturamento de US$ 2,56 bilhões até 2033.
Em paralelo, suplementos como creatina, glutamina, ômega 3 e multivitamínicos são cada vez mais incorporados à rotina preventiva de homens que buscam melhor desempenho no dia a dia, saúde cardiovascular e equilíbrio hormonal, conforme explica o especialista.
“Hoje, o homem não busca apenas volume ou performance imediata; ele quer energia prolongada, clareza mental, melhor recuperação e saúde a longo prazo. A formulação correta e o suporte técnico, portanto, fazem toda a diferença. Quando um multivitamínico é desenvolvido considerando as necessidades masculinas — como vitaminas do complexo B, zinco, magnésio, ômega 3, creatina ou aminoácidos selecionados — ele entrega resultados alinhados ao estilo de vida”, explica Neves.
Géis de carboidrato, tradicionalmente associados a atletas de resistência, também avançam entre o público masculino urbano, adaptados para momentos de atividade física, trânsito intenso ou jornadas prolongadas. A conveniência desse formato, que oferece rápida absorção e dispensa o uso de grandes volumes de água, reforça a tendência da categoria “performance + praticidade”. Além disso, suplementos como melatonina ou fórmulas que combinam recuperação muscular e melhora do sono vêm crescendo entre homens que compreendem o impacto do descanso sobre o desempenho global.
Outro fator estruturante é a expansão dos canais de venda e a sofisticação das ofertas. Academias, farmácias, e-commerce e marcas especializadas investem cada vez mais em comunicação direta e personalizada com o consumidor.
Leia também: Levantamento aponta crescimento de interesse por vitamina B12 no ambiente digital
“É importante ressaltar que a consciência sobre a formulação importa tanto quanto a comunicação. Desenvolver suplementos com foco masculino, assim como para qualquer perfil de consumidor, exige adequação regulatória, seleção de ingredientes com eficácia comprovada e entendimento da metabolização específica masculina, como nas doses de creatina ou nas necessidades vitamínicas diferentes das mulheres”, pontua o CEO.
Pensando no futuro, o cenário é promissor. Para Francisco Neves, com a combinação de maior conscientização sobre saúde e o crescimento da prática esportiva, a suplementação masculina deverá seguir em alta. Para as marcas de suplementos alimentares, o desafio é entregar fórmulas que acompanhem a jornada do homem, integrando saúde, performance e conveniência, a fim de conquistar uma fatia de mercado que segue em constante crescimento até 2033.


