Takeda avalia entrar em genéricos no Brasil

Valor econômico

A farmacêutica japonesa Takeda traçou planos ambiciosos para expandir seus negócios no Brasil.

Seguindo os mesmos passos de grandes multinacionais, como a francesa Sanofi-Aventis, e a americana Pfizer, a Takeda estuda diversificar seus negócios e poderá estrear no segmento de genéricos no país. A meta da companhia é dobrar de tamanho nos próximos cinco anos para figurar entre os dez maiores laboratórios em operação no Brasil. Hoje a empresa ocupa a 12ª posição no ranking.

"Ainda não temos planos concretos (para genéricos), mas queremos diversificar nossa atuação em países como o Brasil, que está em franco crescimento na área farmacêutica", afirmou Frank Morich, líder global de operações comerciais da Takeda. Morich responde por todas as operações da multinacional fora do Japão. "Estamos comprometidos em oferecer produtos de alta qualidade para o Brasil. E inovação continua sendo nosso foco global. Mas podemos diversificar nosso portfólio (investir em genéricos), como a Pfizer e Sanofi fizeram", disse o executivo.

A entrada definitiva da Takeda no Brasil se deu no ano passado, quando a companhia japonesa anunciou a compra da farmacêutica Nycomed, com sede na Suíça, que já tinha uma fábrica em operação no Brasil. Em 2010, a Takeda tinha apenas um escritório comercial no país.

A aquisição da Nycomed foi extremamente estratégica para a farmacêutica japonesa, uma vez que abriu oportunidades de negócios em países emergentes, onde ela pouco atuava. O foco da companhia será avançar nas áreas cardiometabólicas (cardiovascular e diabetes) e em oncologia no Brasil. A Nycomed não atuava nessas especialidades, mas possuia em seu portfólio diversos medicamentos isentos de prescrição médica (OTC), como Neosaldina e Dramin, que abre um novo leque de negócios para a companhia japonesa no Brasil, além de produtos voltados para área respiratória, inflamatória e gastroenterologia.

"Vamos ampliar o nosso pipeline no país, com o lançamento de novos produtos inovadores. Temos várias drogas em estágios avançados no Japão e nos EUA, que podem ser lançadas no Brasil e outros países, para tratamento de câncer e na área cardiometabólica", disse Morich. Três novos medicamentos deverão ser lançados nos próximos meses e outros 15 até 2016.

A estratégia da companhia para o país está respaldada na introdução de novos medicamentos e diversificação de mercado. "Temos um excelente time no Brasil e queremos dobrar de tamanho nos próximos cinco anos", disse Morich. A expectativa é crescer de 10% a 15% até 2015. No ano passado, o faturamento do grupo no país foi de R$ 821,4 milhões. No mundo, faturamento de 2010 foi de US$ 22,9 bilhões. A Takeda é líder de mercado no Japão e é a 12ª maior farmacêutica global. Entre os países emergentes, a companhia tem reforçado suas apostas na Rússia, Brasil e Índia.

Com a unidade instalada em Jaguariúna (SP), a Takeda pretende operar com 75% de capacidade produtiva neste ano, segundo Giles Platford, presidente da farmacêutica no país. No ano passado, a fábrica produziu 65 milhões de unidades de medicamentos e projeta expandir em 18% esse volume em 2012. O aumento da produção no país poderá ser feito sem necessidade de novos investimentos na atual fábrica, afirmou Platford.

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