Tratamento para doença pulmonar está disponível para pacientes com esclerose sistêmica

Doença pulmonar intersticial é uma das que mais mata pacientes com esclerose sistêmica.
Doença pulmonar
Foto: freepik

A principal causa de morte (70%) em pacientes com esclerose sistêmica (ES) é a doença pulmonar intersticial (DPI). Até então não havia um medicamento específico para o tratamento no Brasil e no mundo, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o que passa a ser o único recurso terapêutico para a enfermidade, chamado de nintedanibe.

O tratamento

O medicamento já é aprovado no Brasil e em mais de 70 países para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática (FPI) e câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC). Agora, os pacientes com DPI-ES terão a possibilidade de desacelerar a progressão da fibrose pulmonar.

“O tratamento da DPI-ES é complexo, mas com a nova indicação do nintedanibe, os pacientes ganham uma esperança de ter um melhor controle do acometimento pulmonar”, explica a médica reumatologista Cristiane Kayser, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Esclerose sistêmica

É uma doença autoimune crônica inflamatória que acomete pequenos vasos sanguíneos, pele e articulações, e pode evoluir para fibrose e perda de função de órgãos internos. Acontece por conta de uma maior concentração de colágeno nas camadas da pele, que a deixa espessada e endurecida.

“Os dois primeiros anos costumam apresentar uma piora e progressão mais acentuada da doença, que progride das extremidades, como mãos e pés, para braços, pernas, face, tronco e abdome”, afirma a especialista.

A esclerose sistêmica pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, sexo e raça, mas a prevalência é de quatro a nove vezes maior em mulheres.

Doença pulmonar intersticial

O acometimento pulmonar acontece em 70% dos casos da ES, costumando aparecer nos primeiros cinco anos de diagnóstico da doença. Por isso, é importante fazer o acompanhamento médico desde o início do diagnóstico.

“Como a doença pulmonar intersticial pode não ser identificada somente no exame físico, é fundamental uma investigação pulmonar precoce com tomografia computadorizada de alta resolução, conhecida pela sigla TCAR”, alerta a médica.

A falta de tratamento específico para a DPI sempre preocupou a classe médica. “A aprovação da nova indicação do medicamento pela Anvisa oferece um controle efetivo e seguro da progressão da DPI-ES, o que deve aumentar em longo prazo a sobrevida dos pacientes”, diz a profissional.

Tipos de ES

A esclerose sistêmica é classificada de duas maneiras: cutânea limitada (EScl) e cutânea difusa (EScd), o que as difere é a extensão do acometimento da pele. Na forma limitada, o espessamento da pele se restringe às mãos, antebraços, pernas e pés. Na difusa, as mesmas partes são afetadas, além de braços, coxas e tronco.

Pacientes com as duas formas da doença podem apresentar a DPI associada. Em um estudo europeu com mais de 3500 pacientes, 35% dos que têm EScl e 53% dos que têm EScd apresentam fibrose pulmonar.

“Esse estudo mostra que independentemente de como a ES se manifesta nos pacientes, é comum o aparecimento da doença pulmonar, por isso é preciso investigar todos os pacientes com esclerose sistêmica”, finaliza Cristiane.

Veja também: Registro de medicamentos pela Anvisa cresce 100%

Fonte: Revista da Farmácia

Foto de Ascoferj
Ascoferj
A Associação do Comércio Farmacêutico do Estado do Rio de Janeiro (Ascoferj) é uma entidade sem fins lucrativos que atua para defender e preservar os interesses do varejo farmacêutico. No quadro de associados, há farmácias e drogarias independentes, redes de pequeno, médio e grande porte, empresas ligadas ao associativismo e distribuidores de medicamentos e perfumaria. Os associados têm uma série de benefícios e serviços, como assessoria jurídica, cursos de capacitação, consultoria em assuntos regulatórios, descontos e vantagens com parceiros, entre outros. Além disso, a tranquilidade de saber que não se está sozinho, que há com quem contar, principalmente nos momentos de crise. A Ascoferj também atua fortemente junto ao poder público, estreitando relações com o Governo do Estado, prefeituras, deputados, vereadores, secretarias públicas e órgãos reguladores.
Você precisa de ajuda com este assunto?
Receba nossos conteúdos
Assine nossa newsletter e receba em seu e-mail notícias e comunicados importantes sobre o varejo farmacêutico e seu cadastro na Ascoferj.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba as principais notícias direto no celular

Veja também os seguintes artigos

Por Sabrina Oliveira Conformidade não é burocracia. É blindagem empresarial. O varejo farmacêutico evoluiu em tecnologia, digitalização e experiência do cliente. No entanto, um ponto...

A recente aprovação do projeto que amplia a possibilidade de venda de medicamentos em supermercados, somada ao avanço das grandes redes, à disputa por preço...

Com a decisão, farmácias, drogarias e distribuidoras de medicamentos não terão que se submeter ao licenciamento ambiental....
Farmacêuticos devem estar presentes no espaço; PL 2.158/23 segue para sanção presidencial....
Imunizante protege contra quatro subtipos do vírus e é indicado para todas as pessoas, salvo contraindicações específicas....
Estabelecimento tradicional da Zona Sul do Rio de Janeiro oferece serviços gratuitos ao público....
Não existem mais artigos relacionados para exibir.

Saiba onde encontrar o número da matrícula

Todo associado, além do CNPJ, possui um número de matrícula que o identifica na Ascoferj. Abaixo, mostramos onde encontrá-lo no boleto bancário. Você vai precisar dele para seguir em frente com a inscrição.

BOLETO BANCÁRIO BRADESCO

Encontre em “Sacador / Avalista”.

boleto bradesco contribuição

BOLETO BANCÁRIO SANTANDER

Encontre em “Sacador/Avalista”.

boleto santander contribuição