Varejo aposta em cadastro nacional de produtos para reduzir custos e melhorar serviços

Assessoria de Imprensa da Abras

Um novo conceito de sincronização de dados já adotado por diversos países da Europa e EUA chega agora ao Brasil para facilitar as transações comerciais entre a indústria e o varejo. O GDSN, em português, Sincronização Global de Dados, vai contribuir para a redução de custos e melhoria dos serviços dos setores envolvidos, gerando um cadastro nacional de produtos.

A proposta é orientar as empresas na criação de um banco de dados repleto de informações sobre os produtos que fabricam, vendem ou compram. “Assim como o código de barras serve para o mundo todo, o mesmo conceito foi aplicado nesse padrão para a troca de dados cadastrais”, explica Roberto Matsubayashi, gerente de Alianças Estratégicas da GS1 Brasil, uma associação sem fins lucrativos que representa nacionalmente a GS1 Global.

O ponto de partida é a adesão do setor produtivo, responsável pelo fornecimento de informações e especificações precisas dos itens que fabrica para que sejam formatadas e repassadas ao mercado de forma clara e segura. O cadastro deve ter especificações detalhadas de todos os produtos como peso, tamanho, largura, entre outras. A compatibilidade global será garantida pela GS1, que fornecerá as regras de uso para todos os parceiros comerciais que desejarem intercambiar seus dados sobre o produto. “Esta solução desenvolvida pela GS1 vai dar precisão e segurança nas transações na medida em que indústria, atacado e varejo passem a trabalhar com as mesmas especificações de produtos, evitando enganos e distorções”, avalia Sussumu Honda, presidente da Abras (Associ ação Brasileira de Supermercados), integrante do GS1 Brasil.

Pesquisas realizadas pela GS1 na Europa apontam que 80% do cadastro de produtos apresentam divergências em peso, medida, e até mesmo na descrição do item. Levantamento semelhante foi realizado no Brasil com resultados similares. “Os dados afetam uma série de ações que fazemos no dia-a-dia, como nota fiscal, transporte, manuseio, entre outras”, aponta Matsubayashi.

A aplicação dos procedimentos indicados pela GS1 mostra redução de custo de gerenciamento dos erros devido a problemas no cadastro, redução de estoque, além da redução nos custos dos processos administrativos. A instituição constatou ainda redução de 0,5% a 1% nos custos de frete.

Paulo Caprina, executivo do Carrefour, explica que a empresa já usa essa solução em outros países onde está instalada e conhece os benefícios que ela pode proporcionar. Primeira a aderir ao GDSN no Brasil, a empresa fez todo o planejamento com base nos procedimentos apontados pela GS1 ao longo de 2010 e deu início ao projeto piloto a partir de fevereiro. Assim, os participantes desse projeto – fabricantes, atacadistas e varejistas – utilizam um único banco de dados para inserção de características sobre produtos. A empresa calcula que aproximadamente 10% da perda de nível de serviço têm relação com problemas de cadastro, como inconsistências em medidas de embalagens, descrição de produtos e itens descontinuados sem o conhecimento prévio do varejista. O executivo aponta como ganhos com novos procedimentos a redução de 25% no tempo de cadastro e queda de 80% no tempo de tratamento dos pedidos no México..

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Ascoferj
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