Varejo e indústria negociam reajustes de preços em produtos de HPC

Varejo e indústria negociam reajustes de preços de produtos de higiene pessoal e beleza. Algumas redes de farmácias foram sondadas com novos aumentos sugeridos pelos fabricantes, em especial os maiores do setor, com aumentos entre 5,5% e 6,5%. Parte desse aumento já está sendo repassado. Esse processo deve ocorrer de forma escalonada, ao longo dos próximos meses, apurou o Valor. Fonte de uma grande fabricante do setor diz que se trata de uma recuperação de preços, em linha com o comportamento do IPCA, do IBGE. Segundo dados do IBGE, os preços de produtos de higiene pessoal acumulam alta de 4,71% em doze meses terminados em dezembro. Nesse período, o IPCA subiu mais do que isso (5,84%). As novas tabelas vêm sendo apresentadas para as redes de farmácias desde janeiro deste ano. O que ocorre hoje é uma negociação em que marcas líderes conseguem repassar alguma elevação de preço em produtos de alto giro, porque as drogarias não querem ficar sem essas mercadorias. Mas isso não é considerado "preocupante" pelo varejo. Em certos casos, segundo uma fonte de uma rede de farmácias, enquanto um produto sobe de preço, outro desce. OUTROS SETORES Dois varejistas de material de construção ouvidos ontem estão em negociação para aumentos de 11% a 12% de um grupo de produtos, em particular aqueles que usam cobre em sua confecção (como cubos e folhas de cobre) e também materiais elétricos em geral. A negociação tem sido uma "briga feia", diz o diretor de uma varejista: "Muito provavelmente vamos fechar em 11% de alta, e ir aumentando um pouco a cada mês, para não afetar tanto o consumidor". As conversas entre varejo e indústria ocorrem em meio a expectativas de um ano sem fortes altas na demanda e após um aumento considerável na inadimplência em 2012. Recentemente, o Valor informou que varejistas e fabricantes de linha branca negociam aumentos de preços em até 3%. Nos supermercados, ainda há certa pressão de alta em mercadorias "in natura" (frutas e legumes). "Mas achamos que essa pressão deve diminuir a partir de março", diz uma fonte de uma grande varejista. No caso dos produtos industrializados, como carnes e enlatados, uma varejista de médio porte informou que não há pressão por aumentos hoje. Outro setor nessa situação é o varejo de vestuário. Fonte: Valor Econômico  

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